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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . FÓRMULA 1 - 2008

Primeiro a cruzar linha de chegada, Hamilton é penalizado e Massa herda vitória

Spa (Bélgica) - Segundo colocado no GP da Bélgica, Felipe Massa foi declarado vencedor da disputa em Spa pelos comissários de prova. Eles tiraram a vitória de Lewis Hamilton ao analisar as imagens da ultrapassagem do inglês sobre Kimi Raikkonen no final da disputa.

Vice-campeão no ano passado, Lewis havia ultrapassado Kimi Raikkonen na antepenúltima volta ao cortá-lo por fora da pista na curva Bus Stop. Na sequência, devolveu a posição conforme manda a regra, mas ainda teve vantagem suficiente para ultrapassar o finlandês na curva seguinte e conquistar o primeiro lugar.

Porém, a Ferrari protestou sob a alegação de que o inglês só conseguiu superar o finlandês porque chegou tracionado na hora de efetuar a ultrapassagem. A alegação foi aceita e o brasileiro levou os dez pontos dados ao vencedor da etapa.

O GP da Bélgica tinha tudo para ser perfeito para Kimi Raikkonen: com uma bela largada, onde também pôde contar com erros de Lewis Hamilton, Heikki Kovalainen e Felipe Massa, o finlandês assumiu a ponta na primeira volta. Depois, liderou até a antepenúltima passagem, quando começou a chover. Com um desempenho pior que Lewis Hamilton, ele foi ultrapassado pelo inglês. Chegou a dar o troco, mas rodou na pista e perdeu a liderança novamente. Em seguida, bateu no muro e foi obrigado a abandonar a prova.

Líder do Mundial, Hamilton então se esforçou ao máximo para segurar o carro com pneus para pista seca em um asfalto totalmente molhado. Apesar do carro ficar dançando na pista, o vice-campeão de 2007 conseguiu conduzir o carro até a linha de chegada e conquistou sua quinta vitória na temporada. Também sob grande tensão, Felipe Massa herdou a segunda colocação, que se converteu em vitória horas mais tarde..

A chuva no final provocou um verdadeiro show de ultrapassagens nas últimas voltas da pista de Spa-Francorchamps, e Nick Heidfeld, com pneus de chuva, ainda abocanhou um lugar no pódio, mantendo sobrevida na BMW Sauber depois de uma temporada onde rendeu abaixo do esperado. O quarto lugar ficou com Fernando Alonso, que foi seguido por Sebastian Vettel, Robert Kubica, Sebastien Bourdais e Timo Glock.

Com fama de azarado até a conquista do título na última corrida da temporada 2007, Raikkonen parece estar sofrendo com a falta de sorte novamente. Já considerando-se a disputa na Bélgica, ele agora está há nove corridas sem pisar no ponto mais alto do pódio. Além disto, perdeu a chance de conquistar sua quarta vitória seguida em Spa.

Massa, por sua vez, foi 'recompensado' depois de ver seu motor estourar no final do GP da Hungria, o qual liderava tranquilamente. Apenas três voltas antes do encerramento da prova, ele via Kimi se aproximar perigosamente na tabela, além de acompanhar Hamilton aumentar a vantagem na liderança do Mundial. Mas uma chuva pode ter mudado a história da temporada

Kimi, na verdade, já estava perdendo rendimento desde o segundo pit stop, quando foi obrigado a colocar pneus duros. Mesmo assim, conseguia se manter à frente de Hamilton, que por vezes passou a impressão de não querer arriscar uma ultrapassagem e, consequentemente, sofrer uma batida. Mas aí a garoa apareceu e o finlandês perdeu a ponta. Em seguida, a água apertou e ele não conseguiu controle do carro, culminando em uma batida na penúltima passagem.

Hamilton ainda deu um susto na McLaren ao balançar perigosamente seu monoposto na Eau Roge, mas evitou o acidente e, no sufoco, manteve a ponta, enquanto os pilotos que estava atrás dele e de Massa se aproximavam devido à decisão de entrar nos boxes no final da disputa. Só para se ter uma idéia, a última volta do inglês e do brasileiro foram resectivamente de 2min36s187 e 2min45s209, enquanto Heidfeld conseguiu 2min01s305. A melhor passagem da prova foi de Raikkonen, que conseguiu 1min47s930 na volta 24.

Outros brasileiros na Fórmula 1, Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello abandonaram a disputa e não somaram pontos na Bélgica.

A corrida - Os primeiros segundos do GP da Bélgica foram marcados por uma grande confusão no meio do grid, com diversos carros escapando na primeira curva. Terceiro colocado na largada, Heikki Kovalainen, da McLaren, teve um início desastroso e caiu para o 11º lugar.

Melhor então para Kimi Raikkonen que, desta forma, pouco precisou se esforçar para ganhar uma posição. Na sequência, Felipe Massa perdeu tração na famosa Eau Rouge e o atual campeão mundial pôde deixar o brasileiro para trás.

Vislumbrando sua grande chance de não ser escudeiro de Massa até o final da temporada, Raikkonen passou a atacar o pole Lewis Hamilton e, mais uma vez, contou com a ajuda do rival: ao rodar sozinho na La Source, o inglês deixou o caminho livre para o ferrarista assumir a liderança na prova.

Em busca de mais um bom resultado, o brasileiro Nelsinho Piquet também começou com um excepcional desempenho, pulando do 12º para o sétimo lugar na primeira volta. O novato, porém, não conseguiu manter o forte ritmo e foi perdendo as posições pouco a pouco até abandonar ao perder o controle do carro na chicane Fagnes e bater na barreira de pneus na volta 15.

O piloto havia optado por largar de pneus duros, com menos aderência e maior durabilidade. Além disto, ele iria seguir uma estratégia com apenas uma parada, ao contrário dos líderes, que preferiram parar cedo: Hamilton, por exemplo, foi para os boxes na 11ª passagem, uma antes de Raikkonen, que manteve a ponta.

Pouco antes, Kovalainen havia sido punido pela direção de prova com um drive-through: tentando retomar as posições perdidas na largada, ele se mostrou extremamento agressivo na pista e, ao tentar ultrapassar Mark Webber na briga pelo sexto lugar, fez o australiano rodar na pista. Após cumprir a punição, o piloto da McLaren caiu para o 14º lugar e arruinou qualquer chance de lutar pelo pódio.

Por sua vez, Rubens Barrichello se esforçava para se manter na pista com o péssimo carro da Honda. Entretanto, ao disputar posição com o italiano Jarno Trulli, ele perdeu a sexta marcha do carro e, para evitar uma quebra no câmbio em uma corrida na qual ele dificilmente chegaria à zona de pontuação, preferiu recolher o carro aos boxes na volta 21.

Quatro voltas mais tarde, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton fizeram a segunda parada. Apesar de a vantagem do finlandês ter caído um pouco, ele se manteve na ponta assim que Massa também fez sua parada.

Apesar de nenhum grande acontecimento ter ocorrido, a perna final do GP da Bélgica foi marcada por grande tensão, especialmente por dois motivos: primeiramente, havia boas possibilidades de a chuva aparecer até a bandeirada final. Além disto, o carro de Hamilton passou a render um pouco mais que Raikkonen.

Kimi, entretanto, conseguia se manter na ponta com relativa tranquilidade até que, com o carro mais leve, Hamilton se aproximou perigosamente e passou a pressioná-lo. Por alguns momentos, porém, o inglês passou a impressão de que não arriscaria a ultrapassagem até que uma garoa começou a cair e ele tomou a ponta do finlandês com uma bela ultrapassagem.

Valente, Raikkonen deu o troco pouco depois, mas a essa altura a chuva já estava bem mais forte e ele rodou logo na sequência. Ainda assim, Kimi manteve o segundo lugar, mas poucos metros depois perdeu o controle do carro novamente e, na reta, não conseguiu evitar uma colisão com o muro.

Segundo colocado, Massa teve que guiar nas duas últimas voltas com grande cuidado, jpa que assim como Hamilton, estava com pneus para pista seca. O inglês ainda ameaçou sair na pista, mas evitou a batida e conseguiu levar sua McLaren até o final da emocionante disputa.

Confira a classificação final do GP da Bélgica:

1. Felipe Massa (BRA/Ferrari): a 14s461 de Hamilton
2. Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber): a 23s844 de Hamilton
3. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)**
4. Fernando Alonso (ESP/Renault): a 28s939 de Hamilton
5. Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso): a 29s037 de Hamilton
6. Robert Kubica (POL/BMW Sauber): a 29s498 de Hamilton
7. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso): a 31s196 de Hamilton
8. Mark Webber (AUS/Red Bull): a 57s237 de Hamilton
9. Timo Glock (ALE/Toyota): a 56s506 de Hamilton*
10. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes): a uma volta de Hamilton
11. David Coulthard (ESC/Red Bull): a uma volta de Hamilton
12. Nico Rosberg (ALE/Williams): a uma volta de Hamilton
13. Adrian Sutil (ALE/Force India): a uma volta de Hamilton
14. Kazuki Nakajima (JAP/Williams): a uma volta de Hamilton
15. Jenson Button (ING/Honda): a uma volta de Hamilton
16. Jarno Trulli (ITA/Toyota): a uma volta de Hamilton
17. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India): a uma volta de Hamilton
18. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): a duas voltas de Hamilton

Abandonaram:
Rubens Barrichello (BRA/Honda): volta 21
Nelsinho Piquet (BRA/Renault): volta 14

*Punido com o acréscimo de 25 segundos por ter ultrapassado Webber com bandeira amarela
** Punido com o acréscimo de 25 segundos por ter ultrapassado Kimi Raikkonen de maneira irregular

Confira o grid de largada para o GP da Bélgica:

1. Lewis Hamilton (ING/McLaren): 1min47s338
2. Felipe Massa (BRA/Ferrari): 1min47s678
3. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren): 1min47s815
4. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): 1min47s992
5. Nick Heidfeld (ALE/BMW): 1min48s315
6. Fernando Alonso (ESP/Renault): 1min48s504
7. Mark Webber (AUS/Red Bull): 1mins48s736
8. Robert Kubica (POL/BMW): 1min48s763
9. Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso): 1min48s951
10. Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso): 1min50s319
11. Jarno Trulli (ITA/Toyota): 1min46s949
12. Nelsinho Piquet (BRA/Renault): 1min46s965
13. Timo Glock (ALE/Toyota): 1min46s995
14. David Coulthard (ESC/Red Bull): 1min47s018
15. Nico Rosberg (ALE/Williams): 1min47s429
16. Rubens Barrichello (BRA/Honda): 1min48s153
17. Jenson Button (ING/Honda): 1min48s211
18. Adrian Sutil (ALE/Force India): 1min48s226
19. Kazuki Nakajima (JAP/Williams): 1min48s268
20. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India): 1min48s447


 






 

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