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Notice: Undefined variable: tipo in /var/www/gazetaesportiva/includes/inc.cfgBanners.php on line 3128 Coluna do Chico | Gazeta Esportiva.Net - Centenário do Corinthians
Até quando a gente vai super-valorizar o futebol brasileiro? Brasil foi eliminado pela fraca Holanda na Copa da África do Sul. Um vexame de Dunga. Agora, no Mundial de Clubes, a eliminação do Internacional Gaúcho na derrota humilhante por 2 a 0 para o tal da Mazembe, do Congo.
Muita gente fala da vinda de Adriano, da Roma; em "repatriar" Cristian (Fernerbahçe); Liédson (Sporting Lisboa) para substituir Ronaldo e outras ladainhas. Enquanto isso, o técnico Tite, do Corinthians, na calada da noite, faz aquilo que Mano Menezes não conseguiu na temporada 2010: arma uma elenco cheio de opções. E o Barão dos Pampas, inteligente, não precisou de muitas reuniões, cálculos mirabolantes e maiores desgastes com a diretoria alvinegra. Bastou apenas "convocar" quem está emprestado para outros clubes e, diga-se, comendo a bola.
O atual primeiro vice do presidente Andrés Sanchez. Roberto Andrade, será anunciado nas próximas horas como o novo vice de futebol, no lugar de Mário Gobbi. Empresário do ramo de automóveis, tem 50 anos, metade da idade do próprio Timão. Segundo as más línguas, também concorre com o ex-vice de futebol Mário Gobbi para suceder Sanchez no poder.
Mesmo ficando sem título no ano do Centenário, o Corinthians mostrou estar mil anos na frente do São Paulo e Palmeiras, já que os três compõe o chamado trio de ferro do futebol paulista. O Coringão foi o único entre eles a ir para a cobiçada Libertadores, sem falar de outras conquistas extra campo.
A última rodada do Brasileirão virou uma grande avacalhação. Um tiroteio de malas brancas deverá acontecer por parte de Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Os cariocas pegam o Guarani (que deverá receber incentivos de Cruzeiro e Corinthians); os paulistas, o Goiás (mesmo com reservas, deve ter "apoio" de Cruzeiro e Fluminense) e mineiros, o Palmeiras (também utilizará reservas e deverão ser "incentivados" pelo Cruzeiro).
Um show de abuso policial aconteceu momentos antes da partida entre Palmeiras e Fluminense, domingo, na Arena Barueri. Torcedores dos dois clubes brigaram no estacionamento do estádio. Não importa quem bateu mais. No entanto, todos foram vítimas de uma repressão desnecessária, que poderia ter tido consequência desastrosas.
A derrota para o o Goiás, de virada por 2 a 1, em pleno Pacaembu lotado (aliás a Casa do Corinthians) foi a última pá de cal na administração de Luiz Gonzaga Belluzzo no Palmeiras. Nada deu certo na gestão do badalado economista, cheio de razão, autor de cálculos mirabolantes, dando a entender que futebol e economia nacional é a mesma coisa.
Engraçado como os "coleguinhas" são incoerentes. Criticaram a Ferrari por causa dos arranjos na Fórmula 1. No final das contas, deu Sebastian Vettel da Red Bull e teve gente que chegou ao orgasmo. Só que poucos criticaram Felipe Massa, diretamente envolvido nas falcatruas dos mafiosos ferraristas. É um tipo de protecionismo "global", porque o papel do atutomobilismo nacional ficou comprometido nessa última temporada.
O Brasileirão de pontos corridos é uma grande marmelada, principalmente nas rodadas finais, quando a tal da "mala branca" corre solta. Aliás, desde 2005 quando foi descoberta a Máfia do Apito, esse tipo de disputa mostrou-se vulnerável e tendenciosa. Deram uma enquadrada na arbitragem, mas não conseguiram equilibrar os bastidores da bola nacional. Nada é transparente e tudo está sujeito à corrupção.
Com todo respeito a Ronaldo, eternamente fenomenal, o herdeiro da camisa 9 do Corinthians tem que ser Carlitos Tevez, do Manchester City, da Inglaterra. Na segunda-feira, o corintiano escreveu no Facebook que era desejo dele ver Adriano, da Roma, dando continuidade ao trabalho no Timão. Fenômeno já pensa em parar no final de 2011 e transformar-se em um empresário ligado ao futebol e também uma espécie de "sócio" do Alvinegro.
O técnico Tite é mesmo iluminado. Ou seria predestinado? Bastou estrear no Corinthians com uma bela vitória sobre o Palmeiras, 1 a 0 (gol de Bruno César) para ligar a chama da esperança da Fiel de uma vez.
As declarações infelizes de Roberto Carlos em um programa de TV fechada mostra bem a dimensão de amor que ele tem pelo Corinthians. Isto é, absolutamente nenhum. Está na cara ter ele se aproveitado do interesse do clube de Parque São Jorge para retornar ao Brasil, depois de uma carreira muito boa durante 15 anos na Europa. Roberto Carlos queria mesmo vestir a camisa do Santos, a pedido do pai, e nunca escondeu que ainda estava emocionalmente ligado ao Palmeiras.
Uma pergunta errada de um jornalista, por pouco não gera mais uma crise no Corinthians. O profissional misturou estações, questionou o vice de futebol Mário Gobbi de forma maliciosa. Dirigente começava a se preparar para detonar o jogador Roberto Carlos, quando a falha foi detectada por outro jornalista e a resposta amenizada. Gobbi ficou cheio de razão e deu uma bronca pública no rapaz, ainda jovem e cheio de pose.
Impossível não ficar a poucos metros do novo técnico do Corinthians e não lembrar-se de um seminarista, um sujeito devotado às coisas do espírito, um religioso com uma missão sagrada, seja ela qual for. Sei lá se os ares dos Emirados Árabes ajudaram. Afinal, lá tem uma boa influência do Alcorão e de toda uma cultura islâmica. Fui animado para a apresentação do novo técnico do Timão e saí do CT Joaquim Grava com vontade de rezar. Ué? Alguma coisa estava errada.