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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO |
Finais - 1975
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O campeonato de 1975 teve início no dia 20 de agosto
e término em 14 de agosto. Participaram 42 clubes,
disputando 430 jogos. No total foram 972 gols marcados,
com uma média por jogo de 2,26 gols. A média de público
foi de 15.984 pagantes por partida.
Decisão
Quem lembra da final do Brasileirão em 1975, quando
o Internacional conquistou seu primeiro título, a imagem
de Paulo Roberto Falcão aparece automaticamente. Mesmo
tendo sido dos melhores jogadores do futebol do Brasil
em todos os tempos, Falcão não foi o único personagem
a construir a história daquela decisão. Os goleiros,
por exemplo, foram fundamentais para que o placar fosse
tão apertado naquele 14 de dezembro. Do lado do Cruzeiro,
ao invés da camisa azul ou de outra cor parecida, estava
uma peculiar camisa amarela sobre o corpo de Raul. Depois
de cerca de dez anos no clube, aquela era a segunda
final de Brasileirão consecutiva dos mineiros e Raul
não queria decepcionar, conquistando o título que havia
sido perdido no ano anterior. Já do lado dos campeões,
sentindo a emoção de conquistar um título importante
para o Colorado, estava o não menos legendário goleiro
Manga. Além de ter sido, aos 39 anos, o mais velho goleiro
a disputar e vencer uma final de Campeonato Brasileiro,
Manga, apesar das dores que sentia, cumpriu seu dever
de evitar o gol do Cruzeiro até o final da partida decisiva.
As duas equipes que decidiram o título fizeram, junto
ao Fluminense, as três melhores campanhas, sendo que
o Internacional estava disparado na liderança.
O centroavante Flávio, que marcou 16 vezes sagrando-se
artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1975, foi um
dos maiores responsáveis pelas 18 vitórias do Colorado.
A esperança de que ele marcasse o gol do título era
muito grande. Enquanto isso, a Raposa contava com a
velocidade, a frieza e a inteligência de Palhinha, que
posteriormente também mostraria sua habilidade pelos
campos paulistas com a camisa do Corinthians. De lambuja,
o Cruzeiro ainda tinha em Nelinho um lateral-direito
magistral, que além de marcar muito bem, ia com extrema
rapidez da defesa para o ataque, cruzar a bola na área
com precisão, ou chutar forte na tentativa do gol. Mas
o Internacional também não economizava craques, contando
com a beleza dos lances de um jovem Falcão, com o esforço
de Valdomiro, com a virilidade de Paulo César Carpegiani
e com o comando de Rubens Minelli.
Quando
o polêmico árbitro Dulcídio Wanderlei Boschilla apitou
o início do espetáculo que cerca de 80 mil pagantes
aguardavam no estádio Beira-Rio, quem quase monopolizou
as jogadas de ataque foi o Cruzeiro. As subidas de Nelinho
pela direita evitaram inicialmente o deslocamento de
Chico Fraga, assim como Palhinha, com sua ofensividade,
segurava a zaga do Internacional formada por Figueiroa
e Hermínio. O centroavante do Colorado, Flávio, recebia
uma marcação especial de Darci Menezes e Morais. Com
isso, os melhores lances do Internacional no primeiro
tempo vinham das jogadas armadas pelo meia Valdomiro.
No segundo tempo, os dois times tiveram que se arriscar
mais no ataque. Logo aos 11 minutos, Valdomiro levantou
uma ótima bola na área que Figueiroa, numa providencial
subida, cabeceou sem chances para o goleiro Raul. Logo
no minuto seguinte, saiu dos pés de Nelinho um chute
fortíssimo defendido pelas pontas dos dedos do goleiro
Manga. Mesmo criando a maior parte das jogadas depois
do revés no placar, todas as tentativas do Cruzeiro
em inverter a desvantagem acabaram sendo vãs.
Com o apito final de Dulcídio, depois de uma arbitragem
impecável, virava-se a página da quinta edição do Campeonato
Brasileiro. O Internacional conquistava o título e a
vaga para a Libertadores, enquanto o Cruzeiro, também
classificado para a competição sul-americana, caminhava
para a conquista do título mais importante de sua história. |
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Campanha do Campeão

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58 jogos
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30 pontos ganhos
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19 vitórias
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8 empates
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| 3
derrotas |
| 51
gols pró |
| 12
gols contra |
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| Classificação |
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1
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Inter/RS - 58 pts.
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2
|
Cruzeiro - 49
|
|
3
|
Fluminense - 48
|
|
4
|
Santa Cruz - 42
|
|
5
|
São Paulo - 41
|
|
6
|
Corinthians - 38
|
|
7
|
América/RJ -
37
|
|
8
|
Flamengo - 38
|
|
9
|
Palmeiras - 36
|
|
10
|
Portuguesa - 30
|
|
11
|
Náutico - 29
|
|
12
|
Guarani - 34
|
|
13
|
Sport - 32
|
|
14
|
Botafogo/RJ - 23
|
|
15
|
Grêmio - 29
|
|
16
|
Nacional/AM - 15
|
|
17
|
Goiás - 27
|
|
18
|
Remo - 25
|
|
19
|
Atlético/MG -
24
|
|
20
|
Vasco - 24
|
|
21
|
Figueirense - 22
|
|
22
|
Coritiba - 21
|
|
23
|
Tiradentes/PI - 19
|
|
24
|
América/RN -
19
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25
|
Bahia - 22
|
|
26
|
Santos - 20
|
|
28
|
Fortaleza - 17
|
|
29
|
Atlético/PR -
16
|
|
30
|
Comercial/MS - 15
|
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31
|
Goiânia - 16
|
|
32
|
CEUB - 15
|
|
33
|
Vitória - 15
|
|
34
|
Ceará - 13
|
|
35
|
América/MG -
13
|
|
36
|
CSA - 14
|
|
37
|
Paysandu - 12
|
|
38
|
Desportiva - 13
|
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39
|
Rio Negro/AM - 11
|
|
40
|
Sergipe - 9
|
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41
|
Moto Clube - 5
|
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42
|
Campinense - 4
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Final
INTERNACIONAL
1 x 0 CRUZEIRO
data - 14 dezembro de 1974
estádio - Gigante do Beira-Rio (Porto
Alegre)
Internacional -
Manga – Valdir, Figueroa, Hermínio,
Chico Fraga – Caçapava, Falcão, Carpegiani – Valdomiro
(Jair), Flávio e Lula. Técnico: Rubens
Minelli.
Cruzeiro -
Raul – Nelinho, Darci Menezes, Morais,
Isidoro – Piazza, Zé Carlos, Eduardo – Roberto
Batata, Palhinha e Joãozinho. Técnico:
Zezé Moreira.
gol - Figueroa
árbitro - Dulcídio Wanderlei Boschila
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