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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO |
Finais - 1997
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O campeonato de 1997 teve início no dia 5 de julho
e término em 21 de dezembro. Participaram 26 clubes,
disputando 351 jogos. No total foram 969 gols marcados,
com uma média por jogo de 2,76 gols. A média de público
foi de 10.5140 pagantes por partida.
Decisão
Poucas vezes na história do Campeonato Brasileiro um
jogador praticamente sozinho conduziu uma equipe ao
título do torneio, como fez Edmundo, em 1997, pelo Vasco
da Gama. A comparação mais próxima que se poderia fazer
para entender a importância do Animal na equipe cruzmaltina
daquele ano seria com Diego Maradona em 1986, na conquista
da Copa do Mundo pela seleção argentina.
E não se trata de menosprezar o restante do elenco vascaíno,
até porque, na ocasião, muitos talentos já começavam
a despontar, como o lateral Felipe e os meias Juninho
e Pedrinho. Sem falar na experiência de Evair, no ataque,
e Mauro Galvão, na defesa. Além, é claro, do técnico
Antonio Lopes que, calando os críticos que o acusavam
de retranqueiro, fez do Vasco a equipe de melhor ataque
do campeonato, tanto na primeira fase (54 gols) quanto
na segunda (14 gols). Só Edmundo fez 29, batendo o recorde
de gols num único Brasileiro - a marca anterior era
de 28, que pertencia a Reinaldo, desde 1977.
O título daquele ano não poderia escapar. Na fase de
classificação, o time carioca liderou praticamente de
ponta a ponta a tabela. Fez 54 pontos, três a mais que
o segundo colocado - o Internacional - e nada menos
que 14 a mais que o Palmeiras, que havia somado apenas
40, classificando-se ao quadrangular final na sétima
posição.
Por causa da melhor campanha, o Vasco foi para a decisão
aproveitando a vantagem de jogar por dois empates. Foram
dois jogos difíceis: dois empates por 0 a 0 que deram
ao clube o terceiro título nacional da história. A conquista
acabou valorizada porque, do outro lado, o time comandado
por Luiz Felipe Scolari deu muito trabalho. O mesmo
Palmeiras, que nas semifinais do Paulista daquele ano
fôra humilhado sob o comando do bom mocismo de Márcio
Araújo, foi um adversário guerreiro e brigador, digno
de um finalista.
E por muito pouco, o grande protagonista vascaíno não
ficou de fora do jogo de volta, no Maracanã: Edmundo,
depois de um "coice" no antigo companheiro Cléber, acabou
expulso na primeira partida, em São Paulo. Graças a
uma manobra dos dirigentes, o Animal teve a suspensão
revertida numa simbólica multa de R$ 120. O Palmeiras
não poderia se posar de vítima, já que em 1994, o clube
havia se valido de meios similares para escalar o próprio
Edmundo, na final do mesmo torneio.
O título de 1997 foi o passo decisivo para a maior conquista
do Vasco, que viria no ano seguinte: a Copa Libertadores. |
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Campanha do Campeão
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70 jogos
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33 pontos ganhos
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21 vitórias
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7 empates
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| 5
derrotas |
| 69
gols pró |
| 37
gols contra |
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| Classificação |
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1
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Vasco - 70 pts.
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2
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Palmeiras - 58
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3
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Internacional-RS - 57
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4
|
Atlético-MG - 53
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|
5
|
Flamengo - 50
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6
|
Portuguesa - 49
|
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7
|
Santos - 48
|
|
8
|
Juventude - 44
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9
|
Vitória-BA - 36
|
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10
|
Botafogo - 34
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11
|
Sport Recife - 33
|
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12
|
São Paulo - 33
|
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13
|
Paraná - 32
|
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14
|
Grêmio - 31
|
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15
|
Coritiba - 30
|
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16
|
América-RN - 30
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17
|
Corinthians - 29
|
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18
|
Atlético-PR - 28
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19
|
Goiás - 28
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20
|
Cruzeiro - 28
|
|
21
|
Guarani - 28
|
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22
|
Bragantino - 26
|
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23
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Bahia - 26
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24
|
Criciúma - 25
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|
25
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Fluminense - 22
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26
|
União São João - 15
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Final
PALMEIRAS
0 X 0 VASCO (1º jogo)
data - 14 dezembro
de 1997
estádio - Morumbi
Palmeiras - Velloso
– Pimentel, Roque Júnior, Cléber, Júnior – Rogério,
Marquinhos, Alex (Oséas), Zinho – Euller (Edmílson)
e Viola. Técnico:
Luiz Felipe Scolari.
Vasco - Carlos
Germano – Válber, Odvan, Mauro Galvão - Felipe,
Luisinho, Nasa, Juninho (Mauricinho) – Ramon (Alex),
Evair (Nelson) e Edmundo. Técnico: Antônio
Lopes
árbitro - Antônio Pereira da Silva
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PALMEIRAS
0 X 0 VASCO (2º jogo)
data - 21 dezembro
de 1997
estádio - Maracanã
Vasco - Carlos
Germano – Válber, Odvan, Mauro Galvão, Luisinho
– Felipe, Nasa, Juninho (Pedrinho) – Evair (Nélson),
Edmundo e Ramon (Alex). Técnico: Antônio
Lopes
Palmeiras
- Velloso – Pimentel, Roque Júnior, Cléber
– Rogério, Júnior, Euller, Galeano (Marquinhos)
– Viola (Cris), Alex (Oséas) e Zinho. Técnico:
Luiz Felipe Scolari.
árbitro - Sidrack Marinho |
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