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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO
Finais - 2005

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Carlitos é da Fiel! Destaque do Corinthians na conquista do tetra, argentino Tevez sintetizou o significado da alma corintiana

Diferente dos anos anteriores, em que a consolidação da fórmula de pontos corridos e a revelação de jovens craques foram os destaques do Campeonato Brasileiro, o torneio de 2005 teve como principal marca a manipulação de resultados. Liderada pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, a "máfia do apito" foi descoberta no decorrer do torneio e provocou a remarcação de onze jogos supostamente "alterados". Mesmo assim, o escândalo não parou o campeonato, que se mostrou emocionante até o fim, com o campeão saindo apenas na última rodada.

Favoritos ao título no início do certame, as equipes paulistas começaram a competição de forma instável. O Corinthians, reforçado pelas contratações milionárias feitas pela parceira MSI, começou mal e só conquistou a primeira vitória na quarta rodada, quando o treinador Márcio Bittencourt substituiu o argentino Daniel Passarela. A partir daí, o novo comandante emplacou cinco vitórias consecutivas, colocando o Timão entre os cinco primeiros da tabela. No entanto, o time de Parque São Jorge só alcançou a liderança isolada na 17ª rodada e a manteve nas seis rodadas seguintes, quando conquistou o título simbólico de campeão do primeiro turno.

Antes, porém, o primeiro lugar esteve nas mãos de diversas equipes. Os paulistas Santos e Ponte Preta e os cariocas Fluminense e Botafogo se dividiram na primeira colocação, mas nenhum deles conseguiu se fixar por muito tempo. Aproveitando a boa fase dos atacantes Kahê e Evando, o time de Campinas conseguiu figurar na ponta por oito rodadas. No entanto, a transferência de alguns atletas prejudicou o aproveitamento da equipe, que caiu rapidamente e terminou o campeonato bem próximo da zona de rebaixamento.

Já os cariocas Botafogo e Fluminense mantiveram o bom início e figuraram na parte de cima da tabela durante todo o torneio. Principalmente o clube das Laranjeiras, que sob a liderança do meia Petkovic esteve entre as cinco primeiras posições durante todo o primeiro turno, mas deixou escapar a vaga na Libertadores para o Palmeiras na rodada final.

O Santos, por sua vez, teve que se despedir do atacante Robinho no meio do torneio. O atleta começou o campeonato jogando, mas uma negociação com o Real Madrid afastou-o dos gramados por alguns jogos. Depois, já contratado pelo time merengue, o atacante voltou ao time da Vila Belmiro para mais sete partidas, se despedindo na 22ª rodada, quando o Santos venceu o Paysandu por 3 a 2. Mesmo contando com o talento do atacante por pouco tempo, o Santos fez uma boa campanha, mas caiu de rendimento depois da repetição das partidas manipuladas, encerrando o torneio na 10ª colocação.

A manipulação do resultado das partidas, aliás, foi o grande assunto do segundo turno. A descoberta de que juízes interferiam nas partidas para favorecer uma rede de apostas abalou o Campeonato Brasileiro. Diante disso, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, decidiu pela remarcação das onze partidas apitadas pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, o que provocou discussões acerca da atitude tomada. Com isso, a rodada repetida foi marcada pela tensão e pela suspeita de novas fraudes nos resultados. Na segunda partida entre Santos e Corinthians, por exemplo, houve invasão de torcedores e desconfiança sobre um pênalti marcado a favor do Corinthians.

Contudo, alheio a tudo isso, duas equipes subiam na tabela e avançavam em busca de, no mínimo, uma vaga na Copa Libertadores da América do ano seguinte. Com uma ascensão fantástica, principalmente no segundo turno, o Goiás conseguiu a inédita classificação para a competição sul-americana depois de terminar na terceira colocação.

Já os gaúchos do Internacional foram ainda mais longe. Depois de um turno regular, o time do técnico Muricy Ramalho subiu de produção e passou a perseguir o Corinthians pelas nove últimas rodadas. O clube gaúcho estava há três pontos da equipe paulista na antepenúltima rodada, quando os times fizeram o confronto direto. A decisão do campeonato, no entanto, acabou ficando para a rodada seguinte, já que o jogo terminou empatado em 1 a 1, com gols de Tevez e Rafael Sóbis.

A partida no Pacaembu, contudo, também foi marcada por uma grande polêmica. O árbitro Márcio Rezende de Freitas foi alvo de grandes reclamações dos jogadores do Internacional depois de mostrar o cartão vermelho para o colorado Tinga, por ter interpretado como encenação a dividida do camisa sete gaúcho com o goleiro Fábio Costa.

Mesmo assim, a disputa entre Corinthians e Internacional continuou até a última rodada. Depois da vitória sobre a Ponte Preta, o Timão só precisava de um empate com o surpreendente Goiás para ficar com o título. Todavia, o jogo em Goiânia terminou com a vitória do time da casa por 3 a 2. O título, então, só não foi para o Rio Grande do Sul porque o Inter, que precisava vencer com amplo saldo de gols, perdeu para o rebaixado Coritiba por 1 a 0, no Paraná.

Campanha do Campeão

81 pontos

24 vitórias

9 empates

9 derrotas

87gols próprios
59 gols contra

Classificação
1
Corinthians
2
Inter
3
Goiás
4
Palmeiras
5
Fluminense
6
Atlético-PR
7
Paraná
8
Cruzeiro
9
Botafogo
10
Santos
11
São Paulo
12
Vasco
13
Fortaleza
14
Juventude
15
Flamengo
16
Figueirense
17
São Caetano
18
Ponte Preta
19
Coritiba
20
Atlético-MG
21
Paysandu
22
Brasiliense

Jogo decisivo
GOIÁS 3 X 2 CORINTHIANS
data - 04/12/2005
estádio - estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
GOIÁS: Harlei; Aldo (Romerito), André Leone e Rafael Dias; Paulo Baier, Cléber, Cléber Gaúcho, Rodrigo Tabata (Danilo Portugal) e Jadílson; Roni (Dodô) e Souza
Técnico: Geninho
CORINTHIANS: Fábio Costa; Coelho (Edson), Wendel, Marinho e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Rosinei, Bruno Octavio e Carlos Alberto (Wescley); Tevez e Nilmar (Jô)
Técnico: Antônio Lopes
gols - 46'(1º) Paulo Baier; 05'(2º) Tevez; 12'(2º) Coelho; 25'(2º) Souza; 39'(2º) Romerito
Cartões amarelos - André Leone, Rafael Dias, Roni e Paulo Baier (Goiás)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Assistentes: Gilson Bento Coutinho e José Amílton Pontarollo (ambos do PR)



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