Pontos corridos. Antes tarde do que nunca para o São
Paulo.
Enqüanto o Campeonato Brasileiro foi disputado
em sistema de mata-mata na reta final, o São Paulo se viu
muitas vezes lutando para apagar a imagem de time que ‘nega
fogo’ na hora da decisão. Porém, depois da
implantação dos pontos corridos, o clube paulista
acumulou dois títulos antecipados, em 2006 e 2007,
e ficou em terceiro lugar em 2003 e2004 (em 2005 priorizou
o Mundial de Clubes e terminou em 1º). Muitos desconfiam,
aliás, de que se o Brasileiro tivesse sido sempre disputado
por pontos corridos, o Tricolor seria um dos maiores campeões
da história do torneio. O que poucos sabem é que a constatação
é estatística. Isso porque, desde a primeira edição, em
1971, o São Paulo é a equipe que mais somou pontos
em todas as edições no torneio.
Zinho e Andrade não cansaram de erguer a taça
Os meias Zinho e Andrade são os maiores vencedores
da competição, com cinco títulos no currículo. Curiosamente,
ambos levantaram a taça pelo Flamengo. Andrade conquistou
o Brasileiro em 1980, 1982, 1983 e 1987 - ainda foi campeão
pelo Vasco em 1989. Já Zinho triunfou pelo rubro-negro
carioca em 1987 e 1992. Em 1993 e 1994, sagrou-se vencedor
pelo Palmeiras. E em 2003 fechou a sua conta pessoal com
o Cruzeiro.
Ninguém venceu mais que Luxa
O primeiro, com o Palmeiras, em 1993. Depois, no ano
seguinte, ainda pelo Verdão, o segundo título. Em 1998,
o terceiro triunfo, desta vez pelo Corinthians. Cinco anos
depois, Wanderley Luxemburgo conquistaria mais um no comando
do Cruzeiro, e no ano seguinte, pelo Santos, somando cinco
títulos do Campeonato Brasileiro e tornando-se assim o maior
vencedor da história da competição.
Gol-relâmpago
Aos oito segundos do primeiro tempo, Nivaldo marcou
o primeiro gol da vitória do Náutico sobre o Atlético/MG
por 3 a 2, nos Aflitos, em 18 de outubro de 1989. Foi o
gol mais rápido da história do Campeonato Brasileiro.
Seis vezes Edmundo
Em 11 de setembro de 1997, o Vasco da Gama, futuro campeão
brasileiro daquele ano, entrou em campo para enfrentar o
frágil lanterna União São João. A vitória por 6 a 0 cravou
na história o nome do atacante Edmundo, que marcou neste
dia todos os gols da vitória cruzmaltina. Jamais outro jogador
marcou tantos gols em uma mesma partida.
O maior estádio é o maior palco
Ao longo da história do Campeonato Brasileiro, o Maracanã
foi o estádio que mais abrigou jogos da competição. Desde
1971, foram 1.049 partidas. O segundo palco mais visitado
é o Mineirão, cujas arquibancadas já assistiram nada menos
que 822 jogos.
Telê, ainda parte da história
Telê Santana é o técnico que mais vezes ficou à beira
do gramado dando ordens a uma equipe. Ao longo de sua carreira,
o velho mestre esteve presente em 394 partidas de Campeonato
Brasileiro. Venceu 44% delas – ou 175 jogos, maior numero
de vitórias obtidas por um treinador.
Treinador itinerante
Em Campeonatos Brasileiros, nenhum treinador rodou por
tantos clubes do que Paulo Emílio: 15 equipes nas costas.
Roberto Dinamite segue imbatível
Parece que a marca de Roberto Dinamite no Campeonato
Brasileiro ainda leva um tempo a ser batida. Jogando pelo
Vasco, em 1971, 88, 90 e 92 e também pela Portuguesa de
Desportos, em 1989, o atacante marcou nada menos que 190
gols em 326 jogos – média de 0,58. Zico, em cinco torneios
disputados pelo Flamengo, é o ‘vice-artilheiro’ geral do
torneio: 135 gols em 248 jogos (média de 0,54 gols por partida)
Serginho: melhor média de gols
Dentre os maiores artilheiros da história do Brasileirão,
ninguém supera a marca de Serginho Chulapa. Jogando por
São Paulo (em 1974 e 1982), Santos (em 1983, 84, 86, 89
e 90) e Corinthians (1985), o atacante tem média de 0,65
gols marcados por jogo. Em 191 partidas, balançou as redes
adversárias 125 vezes.
Sem derrotas
O Internacional de 1979 é o único time
campeão brasileiro invicto. Mas o maior período
de invencibilidade na competição pertence
ao Botafogo: de 1977 a 1978, o time conseguiu manter a maior
seqüência de jogos invictos. Foram 42 jogos sem saber o
que é derrota. Mesmo assim, em ambas as competições, não
chegou nem entre os quatro primeiros colocados. A resposta
está no excessivo número de empates obtidos neste período:
em 1977, foram 18 jogos e 11 empates; em 18 partidas no
Brasileirão de 78, o time empatou sete vezes.
Washington é o recordista
A adoção do campeonato por pontos corridos
aumentou o número de partidas e deu ao torneio novos
goleadores que marcaram seu nome na história. E o
maior deles é Washington. Com os 34 gols marcados
no Brasileiro de 2004, o atacante, então jogador do Atlético-PR,
superou o recorde estabelecido por Dimba, que balançou
a rede 31 vezes em 2003, pelo Goiás. Antes deles,
Edmundo, em 1997, entrou para a história ao assinalar
29 gols com a camisa do Vasco. Pelo Fluminense, Washington
também foi artilheiro em 2008 ao lado de Keirison
(Coritiba) e Kléber Pereira (Santos), todos com 21
gols.
Só ficaram dois
Em 1979, apenas dois jogadores do Goiás sobraram para
contar história da partidas contra o Cruzeiro. Os outros
nove haviam sido expulsos pelo rigoroso árbitro Aluísio
Felisberto. O mesmo juiz foi mais complacente pelos lados
da Raposa: expulsou apenas cinco atletas.
A façanha de Taffarel
No Campeonato Brasileiro de 1987, o goleiro Tafarel
ficou nada menos que 13 jogos sem levar um golzinho sequer.
Timão nota 10
Entra ano, sai ano e até agora nenhuma outra equipe
conseguiu desbancar o recorde conquistado pelo Corinthians
naquela saudosa tarde de fevereiro de 1983. Neste dia, o
Timão aplicou um sonoro 10 a 1 sobre o Tiradentes e consolidou
a imbatível marca de maior goleada da história do Campeonato
Brasileiro.
Ele não larga o apito!
A regra era clara para ele. Tantos jogos fizeram com
que o árbitro Arnaldo César Coelho decorasse a cartilha
do Fair Play. O hoje comentarista esportivo tem no currículo
296 partidas apitadas entre os anos de 1971 a 1989.
Fábrica de matadores
O Vasco é a equipe que mais vezes teve artilheiros em
Brasileiro. Em 34 edições, o clube de São Januário produziu
nada menos que sete goleadores da competição (Roberto Dinamite
em 1974 e 1984; Paulinho em 1978; Bebeto em 1992; Edmundo,
em 1997; Romário, em 2000 e 2001.
São Paulo na final
O São Paulo é o único clube hexacampeão
brasileiro. A prateleira de troféus, no entanto, poderia
ser maior, caso o Tricolor não somasse quatro derrotas em
finais do Nacional. Venceu em 1977, 1986 e 1991, no sistema
de playoffs, e em 2006, 2007 e 2008, nos pontos corridos.
Em contrapartida, ficou com o vice em 1973, 1981, 1989 e
1990 (todos no mata-mata), tornando-se o clube que mais
vezes disputou finais da competição.
Domínio Tricolor
Além disso, o São Paulo quebrou uma escrita
em 2008: tornou-se o primeiro clube a vencer a competição
três vezes seguidas. O técnico Muricy Ramalho
veio na carona: igualou Rubens Minelli ao ganhar três
títulos consecutivos (é o único a fazer
isso pela mesma equipe).
O pioneiro
Scotta. Este ex-jogador do Grêmio foi o autor do primeiro
gol da história do Brasileirão, na vitória no Tricolor Gaúcho
sobre o Tricolor paulista em 7 de agosto de 1971.
Santos 103 x 102 Cruzeiro.
Nunca nenhuma equipe havia marcado mais de cem gols
em uma edição do Campeonato Brasileiro. Até
o Cruzeiro de Alex, Devid, Aristizábal e companhia anotarem
102 gols da Raposa na fantástica campanha no Nacional daquele
ano. No ano seguinte, o Santos, também comandado
por Luxemburgo, ultrapassou a marca histórica por
um gol.