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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO

Rebaixados e promovidos

O sistema de acesso e descenso, como conhecemos hoje, foi implantado pela primeira vez em 1988, um ano após a realização da Copa União. Nem sempre as equipes eram mesmo rebaixadas, como aconteceu com o Fluminense, que "caiu" duas vezes para a segunda divisão. Acompanhe agora todos os times que caíram e subiram em toda a história.

Ano

Promovidos

Rebaixados

1987

Sport, Guarani, Atlético-PR, Bangu, Criciúma, Vitória, Portuguesa e América/RJ

Nenhum

1988

Inter de Limeira (SP) e Náutico

Bangu, Santa Cruz, Criciúma e América/RJ

1989

Bragantino e São José (SP)

Coritiba, Atlético-PR, Guarani e Sport

1990

Sport e Atlético-PR

São José e Inter de Limeira

1991

Paysandu e Guarani

Grêmio e Vitória

1992

Paraná, Vitória, Santa Cruz, Criciúma, Coritiba, Desportiva (ES), Ceará, Fortaleza, Remo, União São João, Grêmio e América-MG (1)

Nenhum

1993

Nenhum

América-MG, Atlético-PR, Coritiba, Desportiva, Ceará, Santa Cruz, Goiás e Fortaleza

1994

Juventude e Goiás

Remo e Náutico

1995

Atlético-PR e Coritiba

Paysandu e União São João

1996

União São João e América/RN

Fluminense e Bragantino (2)

1997

América-MG e Ponte Preta

Bahia, Criciúma, Fluminense e União São João

1998

Gama e Botafogo/RP

Goiás, América/MG, Bragantino e América/RN

1999

Goiás e Santa Cruz

Gama, Paraná Clube, Juventude e Botafogo/RP (3)

2000

Paraná, São Caetano, Remo (4) e Botafogo/RP

Santa Cruz, América-MG, Botafogo/RP e Sport

2001

Figueirense e Paysandu

Sport, Santa Cruz, América-MG e Botafogo/RP

2002

Fortaleza e Criciúma

Portuguesa, Palmeiras, Gama e Botafogo/RJ

2003

Palmeiras e Botafogo/RJ

Fortaleza e Bahia

2004

Brasiliense e Fortaleza

Criciúma, Guarani, Vitória e Grêmio

2005

Grêmio e Santa Cruz

Coritiba, Atlético/MG, Paysandu e Brasiliense

2006

Atlético/MG, Sport, Náutico e América/RN

Ponte Preta, Fortaleza, São Caetano e Santa Cruz

2007

Coritiba, Ipatinga, Portuguesa e Vitória

Corinthians, Juventude, Paraná e América-RN

2008

Corinthians, Santo André, Avaí e Barueri

Figueirense, Vasco, Portuguesa e Ipatinga

(1) Atendendo a pressões do Clube dos 13, CBF reorganiza o Campeonato, aumentando de 20 para 32 times.

(2) Apesar de rebaixados, conseguiram permanecer na primeira divisão em 1997 graças a uma decisão da CBF.

(3) Com a Copa João Havelange em 2000, os times acabaram não disputando a segunda divisão.

(4) Paraná, São Caetano e Remo disputaram a fase final da Copa JH. No ano seguinte, o Remo disputou a segunda divisão, e o Botafogo de Ribeirão, a primeira.

 

Seu time já caiu?

Corinthians - Deixou de disputar o Brasileirão de 1979 por opção, assim como outros times paulistas que não concordaram com o volume de participantes. Em função da fraca campanha no Campeonato Paulista de 1981, que classificava os melhores paulistas para a Taça de Ouro, a equipe disputou a Taça de Prata, equivalente a segunda divisão, mas "subiu" no mesmo ano. Em 2007, sofreu com uma péssima campanha e caiu para a Série B. Voltou no ano seguinte.

Palmeiras - Antes do rebaixamento de 2002, o Palmeiras só havia disputado a segunda divisão, a chamada Taça de Prata, em 1981, pelo mesmo motivo do Corinthians em 1982.

São Paulo - A equipe só não disputou o Brasilero de 1979 - entre os paulistas, apenas Guarani e Palmeiras, campeão e vice de 1978, entraram na disputa daquele campeonato apenas na fase final.

Santos- Existe a polêmica de que o time da baixada deveria ter disputado a Taça de Prata em 1983, por ter sido o nono colocado do Paulistão de 1982. Mas a CBF acabou convidando o Peixe para participar da Taça de Ouro, em função do aproveitamento da equipe nos campeonatos anteriores. Melhor para o Peixe, que abocanhou o vice-campeonato.

Portuguesa - Antes de cair para a Série B em 2002, disputou a Taça de Prata em 1982 e 1983. Em 2008, voltou a jogar a Série A, mas pecou pela falta de planejamento e está, mais uma vez, na segundona.

Guarani - Conquistou o Brasileirão de 1978 e a Taça de Prata em 1981, é considerado vice-campeão brasileiro pela CBF em 1987. Caiu para a segunda divisão em 1989, retomando à primeira em 1991. Em 2004, novo rebaixamento para a Série B, e em 2006 foi consumada a queda para a terceira divisão do Campeonato Brasileiro. Em 2007, foi eliminado nas fases iniciais e conta com um bom desempenho em 2008 para garantir a vaga para a Série C na temporada.

Ponte Preta - Permaneceu dez anos fora da elite - entre 1987 e 1997, quando fez a final da Série B com o América-MG. Em 2006, no entanto, a má campanha levou o time novamente para a segunda divisão nacional.

Fluminense - Protagonizou um dos maiores vexames do nosso futebol: conseguiu ser "bi-rebaixado" - era para ter caído para a Segundona em 1996, mas graças a uma decisão da CBF, permaneceu na Série A, ao lado do Bragantino. Não adiantou: caiu novamente, indo parar na terceira divisão em 1999. Retornou à elite a partir da Copa João Havelange, em 2000.

Flamengo - Assim como o Vasco, nunca ficou de fora da primeira divisão, apesar de ter chegado perto em 2001, 2003, 2004, 2005 e 2006.

Botafogo - Rebaixado em 2002, a estrela solitária já vinha pedindo isso há anos. Em 1993, fez uma campanha péssima - terminou em penúltimo lugar, mas foi salvo pelo regulamento, que protegia 16 grandes, a pedido do Clube dos 13. Poderia cair ainda em 1999, não fossem os pontos conquistados no TJD. A queda do Gama em detrimento ao time carioca foi o estopim que culminou com a Copa João Havelange.

Cruzeiro - Se serve de consolo ao time levou mais de 22 anos para ser campeão brasileiro, o time mineiro jamais deixou de disputar a primeira divisão.

Atlético/MG -Também figurou entre os grandes clubes do Brasil desde a primeira edição, quando o Galo sagrou-se campeão. Mas também foi salvo pelo regulamento do Campeonato Brasileiro de 1993: com a vaga na elite garantida no ano seguinte, o time fez a sua pior campanha na história do Brasileirão, conquistando quatro pontos em 14 jogos e terminando na última colocação. Em 2005, no entanto, não teve escapatória. Contudo, a volta à elite foi possível após o título da Série B em 2006.

Grêmio - Foi rebaixado em 1991 e terminou a Série B de 1992 na 11ª colocação. Mas a pedido do Clube dos 13, as divisões do Campeonato Brasileiro foram revistas em 1993, beneficiando os 12 melhores classificados da Segundona daquele ano. O Grêmio de Fábio Koff não só garantiu vaga na primeira divisão como também integrou um dos grupos "intocáveis" daquele campeonato. Em 2004, depois de ter escapado na última rodada no ano anterior, caiu novamente para a segunda divisão. Em 2005, no entanto, assegurou o retorno à elite através do seu próprio futebol, conquistando a Série B em um jogo épico contra o Náutico, em Recife, em confronto que ficou conhecido como “A Batalha dos Aflitos”.

Internacional - Também jamais deixou de participar da primeira divisão, mas se salvou do rebaixamento apenas na última rodada em 1999 e em 2002.

Coritiba - Campeão brasileiro de 1985, o Coxa participou da Copa União em 1987 como convidado, já que em 1986, terminou a competição na 44ª posição (se o regulamento fosse mantido, apenas os 28 melhores de 1986 estariam na segunda divisão). Foi rebaixado, ao lado de Atlético-PR e Guarani, em 1989. Entrou no rebolo dos 12 clubes que "subiram" através das mudanças de 1993, mas caiu neste mesmo ano. Voltou em 1995, ao lado do rival Atlético-PR, mas voltou para a Série B em 2005. Dois anos depois, porém, garantiu seu retorno à elite com quatro rodadas de antecedência.

Atlético-PR - O campeão brasileiro de 2001 disputou a Taça de Prata em 1980, 1981 e 1985, quando ela se chamava "Taça CBF". Disputou a segunda divisão em 1990, 1994 e 1995, quando foi campeão da Série B.

Paraná Clube - Fundado em 1989, o clube paranaense chegou a primeira divisão em 1993, mas por méritos: havia sido a melhor equipe da segunda divisão em 1992. Apesar da boa campanha em 1999, caiu pela média de pontos, como previa o regulamento daquele ano, ao lado de Gama, Botafogo/RP e Juventude. Voltou à elite por ter sido campeão do Módulo Amarelo da Copa JH, ao bater o São Caetano na final. Em 2007, caiu mais uma vez.

Bahia - O time também caiu ao lado do Fluminense, em 1997, e assim como a equipe carioca, não conseguiu subir "sozinha": foi beneficiado por integrar os times do Módulo Azul da Copa João Havelange, oficializado pela CBF meses depois como sendo a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Em 2003, no entanto, foi rebaixado após levar a maior goleada de sua história na Série A: 7 a 0 para o campeão Cruzeiro. Em 2005, o calvário baiano aumentou com a queda para a terceira divisão. No ano seguinte, a equipe tropeçou no octogonal final e amarga mais um ano na Terceirona. Retornou à Série B em 2007.

Vitória - Disputou a Taça de Prata entre 1983 e 1985, e quase foi rebaixado em 1989: o time disputou um hexagonal chamado "Torneio da Morte", ao lado de Sport, Bahia, Atlético-PR e Guarani. O Coritiba, que também participaria, se recusou a disputar. Mas não se salvou em 1991, terminando a Segundona no ano seguinte na segunda colocação - acabou subindo junto com outros 11 times. Em 2004, não teve salvação. Em 2005, o “abismo” ficou maior com o descenso para a Série C, ao lado do rival Bahia. No ano seguinte, contudo, conseguiu o acesso à Série B e, em 2008, voltou a jogar na elite do país.

Vasco - Viveu o pior momento da sua história no Campeonato Brasileiro de 2008. Sem a mesma força de anos anteriores em casa, amargou a 18ª colocação na competição e joga a Série B na temporada 2009.

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