HISTÓRIA
França e Brasil, final
dos sonhos
| Wander Roberto/Acervo/Gazeta Press |
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| Bebeto contra a forte defesa francesa:
ataque brasileiro não sai do zero na final |
A última Copa do Século. Esta frase, intensamente alardeada
pela mídia logo após o tetra brasileiro nos EUA, veio acompanhada
por todo o potencial de organização e marketing dos franceses,
donos da casa e ausentes da mega-festa do futebol desde
o terceiro lugar de 1986. Desta vez, eles queriam não só
fazer a melhor Copa de todos os tempos, mas também ganhá-la.
Michel Platini, o melhor jogador da França de todos os tempos
e um dos organizadores do evento, jamais escondeu o seu
grande sonho: realizar a maior Copa que o mundo já viu e
assistir, na final, o triunfo do seu país sobre a maior
seleção do mundo, a do Brasil. Seria, sem dúvida, uma festa
inesquecível – para eles.
Não foi a primeira vez que a França recebeu a competição
em seu território. Claro que, da última vez, exatos sessenta
anos atrás, a Copa ainda não podia contar com o moderno
sistema de transportes da França, ou mesmo pelo acompanhamento
instantâneo, em qualquer parte do planeta, proporcionado
pela Internet.
Mas estas não foram as novidades. Depois de vinte anos,
o fechado grupo de campeões mundiais conheceu mais um integrante:
Uruguai, Argentina, Brasil, Inglaterra, Itália e Alemanha
ganharam a companhia dos franceses. Vitória justa dos anfitriões
que montaram a maior Copa de todos os tempos. A última vez
que um time que jamais havia vencido a Copa conseguiu este
feito foi em 1978, quando a Argentina bateu a forte Holanda
na final.
Foi uma Copa de nível técnico bem superior ao das duas
anteriores. Praticamente todas as equipes atuaram ofensivamente.
Houve muitas goleadas. E alguns artilheiros conseguiram
justificar seu prestígio: Suker, Batistuta, Vieri, Salas,
Hernandez, Bierhoff e Ronaldinho, mesmo com seus problemas
no joelho.
Forma de disputa
Em 68 anos, nunca uma Copa teve tantos participantes:
32. Oito grupos de quatro equipes formaram a primeira fase
do torneio. Destes, apenas os dois melhores por chave passaram
à fase final, o já tradicional "mata–mata". Pela primeira
vez na história das copas, passou a valer a "morte súbita"
a partir das oitavas–de–final, ou seja, durante os 30 minutos
de prorrogação, a primeira equipe a marcar o "golden gol"
(como a Fifa prefere chamar a morte súbita), vence a partida
e evita o desempate por cobrança de pênaltis.
Confira a formação dos grupos da primeira fase.
Grupo A: Brasil, Escócia, Marrocos e Noruega
Grupo B: Itália, Chile, Camarões e Áustria
Grupo C: França, Dinamarca, Arábia Saudita e África
do Sul
Grupo D: Espanha, Nigéria, Paraguai e Bulgária
Grupo E: Holanda, Bélgica, México e Coréia do Sul
Grupo F: Alemanha, Iugoslávia, EUA e Irã
Grupo G: Inglaterra, Romênia, Colômbia e Tunísia
Grupo H: Argentina, Croácia, Japão e Jamaica