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Passa a bola para o Baixinho
que ele resolve
| Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press |
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Poucos jogadores de futebol no mundo tiveram um relacionamento
tão íntimo com o gol quanto Romário. Se no decorrer do jogo ele
parecia apagado, inofensivo, e não se esforçava para alcançar os
lances mais difíceis, é com a bola dominada dentro da área que o
Baixinho mostrou sua genialidade, marcando gols decisivos entre
os 1002 que assinalou em toda a sua carreira.
É por isso que é considerado um dos maiores jogadores
da história recente do futebol brasileiro. Mas sua caminhada não
é marcada apenas pelos seus gols e títulos. Possui uma fama de malandro,
polêmico e encrenqueiro. Sempre diz o que pensa e, por isso, já
ganhou muitos desafetos, como Pelé, Zagallo e Edmundo. Também detesta
treinar. Não era raro o atacante trocar um dia de trabalho por uma
partida de futevôlei. Mas isto é compensado nos momentos mais decisivos
dentro de campo, pois como dizem os torcedores, "é só jogar
a bola para o Baixinho que ele resolve".
O início da carreira - Filho de Edevair de
Souza Faria e de Manuela Ladislau Faria, Romário de Souza
Faria nasceu no dia 29 de fevereiro de 1966, às 19h55, na
cidade do Rio de Janeiro. Morava na Favela do Jacarezinho
até os três anos de idade, quando mudou-se para a Vila da
Penha. Foi lá onde começou a dar os seus primeiros chutes,
no time de futebol do Estrelinha. O time, fundado por seu
pai, foi uma maneira de incentivá-lo a praticar o esporte.
Com pouco tempo já era destaque entre os garotos, passando
a jogar no time dos mais velhos. Este talento precoce seria
descoberto por alguém e levado para algum clube.
Isto acontece em 79, quando um olheiro o levou para fazer
testes no infanto-juvenil do Olaria. Destaque entre os jogadores
da equipe, foi levado depois para o Vasco, mas acabou obrigado
a fazer um "estágio" de um ano, pois não tinha condições legais
de ingressar no clube por causa da idade.
Em 1985, Romário começou sua carreira no time profissional da
equipe cruzmaltina, promovido ao time de cima por Antônio Lopes.
Marcou seu primeiro gol no dia 18 de agosto daquele ano, em um amistoso
contra o time do Nova Venécia. Tido como uma grande revelação, assinou
seu primeiro contrato profissional em 86, quando fez dupla de ataque
com o já consagrado craque Roberto Dinamite. Mesmo ao lado
do goleador, conseguiu ser o artilheiro do Campeonato Carioca daquele
ano, com um gol a mais que o parceiro. Em 87 e 88, o Baixinho ganhou
com o Vasco o Campeonato Carioca, sendo novamente o artilheiro em
87.
Destaque em seu time, o Baixinho foi convocado para a seleção
brasileira em 1987, para um amistoso contra a seleção da Irlanda.
Mas o seu primeiro gol vestindo a camisa amarela só saiu meses
depois, na vitória por 3 a 2 contra a Finlândia.
Um ano mais tarde, com uma atuação brilhante nas Olimpíadas
de Seul - comandou o time na conquista da medalha de prata
e, de quebra, foi o artilheiro da competição
- foi contratado pelo PSV Eindhoven, da Holanda, por US$ 5
milhões.
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