O governo do Egito decretou nesta quinta-feira luto de três dias no país, após a morte de, pelo menos, 74 pessoas em uma briga generalizada de torcedores no estádio que recebeu a partida entre Al Ahly e Al Masry, na última quarta, no Cairo.
A demonstração de violência gerou repercussão no país, que teve civis realizando protestos nesta quinta. A grande revolta se deu pela atuação da polícia na briga, já que os oficiais pouco fizeram para conter a invasão de campo, que desencadeou a pancadaria instaurada no local.
Após a vitória em casa do Al Masry diante do Al Ahly, por 3 a 1, torcedores da equipe vitoriosa invadiram o campo, e tentaram agredir jogadores e comissão técnico do clube rival. Com o início da batalha, os atletas seguiram para os vestiários, assustados com a situação, que deixou centenas de feridos.
Após o afastamento do ditador, que comandou o país por décadas, no início de 2011, uma junta militar, que conta com simpatizantes de Mubarak, assumiu o comando do Egito e segue lá até hoje. O desejo da população, porém, era que houvesse uma antecipação nas eleições, fato que ainda não aconteceu e gerou novo protesto dos civis, no final do ano passado.
O atual primeiro-ministro, Kamal Ganzouri, assumiu ter responsabilidade política diante da tragédia e já nesta quinta participou de uma reunião extraordinária no Parlamento, para discutir e iniciar investigações do fato. A Federação Egípcia de Futebol, por sua vez, suspendeu por tempo indeterminado o campeonato nacional.