Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Garcia se explica e acusa situação de oportunismo em polêmica com Mundial

Helder Júnior São Paulo (SP)

Em uma rápida conversa por telefone com o seu filho, na tarde desta sexta-feira, Paulo Garcia foi cobrado de forma humorada: "O que você falou ontem? Está todo mundo metendo o coro". O candidato da oposição à presidência do Corinthians sorriu com o comentário e, depois, explicou à Gazeta Esportiva.Net a sua polêmica declaração sobre a conquista do Mundial de Clubes de 2000. As respostas dos situacionistas também não foram poupadas.

Na quinta-feira, Garcia havia valorizado a conquista do Corinthians com a seguinte metáfora, ao canal BandSports: "É como entrar na faculdade sem ter feito o vestibular. Por isso, precisamos da Libertadores". Segundo o empresário de 57 anos, proprietário do grupo Kalunga (empresa de papelaria e informática, principal patrocinadora do Corinthians entre 1983 e 1995), a afirmação acabou tirada de contexto e mal interpretada.

"Eu falei um negócio ontem... Isso está gravado, gravado! E os caras pegam e fingem que entenderam de outra forma. Está de brincadeira quem faz uma palhaçada dessas. É uma palhaçada! Os caras são...", revoltou-se Garcia, que concorre à presidência com o delegado e ex-diretor de futebol Mário Gobbi, apoiado por Andrés Sanchez.

A situação tirou proveito da polêmica sobre o Mundial de Clubes. O diretor jurídico Sérgio Alvarenga, por exemplo, publicou um texto no site oficial do Corinthians para rebater Paulo Garcia. "Ele colocou essa jogada ensaiada, oportunista", disse o oposicionista, contendo-se para não ser ainda mais crítico em sua tréplica.

"Vou fazer o quê? É difícil. Não tenho nem que dar resposta. Sou corintiano, nasci corintiano e conheço toda a história do Corinthians. Não desvalorizei o Mundial. Ao contrário. Disse que o Corinthians é tão competente que nem precisou fazer vestibular para entrar na faculdade", explicou-se novamente Garcia.

Divulgação
Paulo Garcia disse que foi mal interpretado
Cerca de meia hora depois, ao expor as suas ambições para o futuro, Paulo Garcia foi cuidadoso ao ponderar sobre o desejo de conquistar a Copa Libertadores da América como presidente do Corinthians. "O Mundial é maior do que a Libertadores, mas não vamos voltar a esse assunto", ponderou, já rindo. "Mas a Libertadores é primordial. Vamos ganhá-la para tentar mais um Mundial depois, que é o sonho principal."

A eleição que definirá o sucessor de Andrés Sanchez na presidência do Corinthians será realizada no sábado de 11 de fevereiro, no Parque São Jorge. Na véspera, a GE.Net publicará entrevistas com os dois candidatos, Mário Gobbi e Paulo Garcia.

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