O técnico Emerson Leão admitiu o fraco futebol do São Paulo contra o Guarani no estádio do Morumbi, abordou pontos preocupantes, só que também quis falar da parte positiva da noite. Ele aprovou o desempenho de dois atletas que ainda buscam a afirmação no Morumbi: o atacante Willian José e o meio-campista Cícero.
No caso de Willian José, a responsabilidade era ainda maior. O camisa 19 foi escalado para substituir Luis Fabiano, principal nome do ataque são-paulino. O jovem marcou o único gol tricolor na noite e acabou com um jejum desde 19 de fevereiro do ano passado pelo clube - havia feito apenas um tento na agremiação do Morumbi.
"O Willian fez o gol em uma sequência dele próprio, foi interessante porque sempre esperamos isso do atacante. Depois, recebeu uma pancada, ficou muito tempo no chão, colocou a mão na coxa, e achei que precisava lançar a mão de mais garotos para que tivéssemos mais velocidade", justificou.
Os maiores elogios de Leão foram para Cícero, com quem o treinador chegou a ter uma pequena rusga no ano passado por deixá-lo fora do banco no jogo contra o Vasco. A atuação tática do meio-campista deixou o técnico empolgado.
"Eu gostei muito dele. Ele fez uma boa partida para o treinador, para a equipe, técnica e taticamente. Gosto de ter o Cícero jogando assim", disse.
Novatos: Para o jogo contra o Guarani, Leão também inovou ao lançar dois garotos. Rafinha (21 anos) e Ademilson (18 anos) atuaram no segundo tempo, mas não conseguiram proporcionar uma dinâmica melhor para a equipe sair da forte marcação do adversário de Campinas.
"É sempre bom ver garotos jogar. Eles estão verdes ainda, mas se eu nunca colocar, eles não vão amadurecer. E é isso que pede, e quando pede você tem que liberar para que eles possam correr e tentar ajudar", emendou.
A partir da próxima semana, Leão espera ter um reforço no ataque. O atacante Osvaldo já treina com bola no CT da Barra Funda e aguarda a regularização de sua documentação.