Futebol - ( )

Um ano após morte de Kevin, família ainda espera doação da FBF

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Um ano após a morte de Kevin Beltrán Espada, a família ainda espera pela doação prometida pela Federação Boliviana de Futebol (FBF). De acordo com Limbert, pai do garoto, a entidade, além de não ter efetuado o pagamento, nem sequer deu qualquer tipo de satisfação.

Limbert: “Presos não eram tão inocentes”
Mário Gobbi vive encruzilhada

José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), chegou a anunciar que a renda do amistoso entre Brasil e Bolívia, disputado no dia 6 de abril, seria revertida à família de Kevin. Insatisfeito, Carlos Chávez, presidente da FBF, bateu o pé e exigiu autonomia para decidir o destino da arrecadação em um episódio que causou desconforto entre os dirigentes.

Com estrelas como Neymar e Ronaldinho Gaúcho, a Seleção Brasileira venceu a Bolívia por 4 a 0 em uma partida com renda de R$ 1,087 milhão. A FBF ficou com o total da arrecadação do jogo disputado em Santa Cruz de la Sierra e, na semana seguinte, prometeu doar cerca de R$ 42 mil (3,9%) à família de Kevin.

“Ninguém obrigou o presidente da FBF a dizer publicamente que colaboraria com minha família. Até agora, não o fez e nem deu as caras para explicar. Essa situação é lamentável. Alguns se aproveitam da desgraça dos outros”, disse Limbert em entrevista à Gazeta Esportiva.

O pai de Kevin também se disse decepcionado com José Maria Marin. “Ele se lançou a oferecer uma ajuda financeira à minha família. A intenção é louvável e agradeço, mas lamentavelmente esqueceu de verificar se realmente houve essa colaboração”, disse Limbert.

Bruno Ceccon/Gazeta Press
Carola Beltrán, mãe de Kevin, enfeita túmulo do filho no Cemitério Parque de las Memórias, em Cochabamba
O Corinthians cogitou a possibilidade de fazer uma doação de US$ 200 mil, mas, após uma arrastada negociação, o valor foi fixado em US$ 50 mil. Um ano depois da morte de seu filho, o professor Limbert Beltrán ainda tem esperanças de receber o valor prometido pela FBF.

“Meu interesse continua. Nem tanto pelo aporte financeiro, mas quero ver como essas pessoas vão se justificar, porque não me parece justo que tenham se aproveitado do falecimento do meu filho para promover uma partida de futebol. Até agora, não houve contato algum por parte da FBF”, declarou.

No final de julho do ano passado, paradoxalmente, Carlos Chávez foi nomeado tesoureiro da Conmebol – ainda assim, ele permanece como presidente da FBF. Longe da Copa do Mundo desde 1994, a Bolívia ficou na lanterna das Eliminatórias para o Mundial de 2014 com 12 pontos em 16 jogos (duas vitórias, seis empates e oito derrotas).

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade