Voltar para a home Segunda, 01 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
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Superar desempenho de Atenas é o desafio dos brasileiros em Pequim
O desafio será grande para a delegação brasileira que competirá nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto de 2008. A expectativa é que o país conquiste várias medalhas na China, como aconteceu nas últimas três Olimpíadas – Atlanta/1996, Sydney/2000 e Atenas/2004.

Na Grécia, o Brasil teve o melhor desempenho, em termos qualitativos, de sua história nos Jogos. Foram cinco medalhas de ouro (duas na vela, uma no vôlei, uma no hipismo e uma no vôlei de praia), duas de prata (futebol feminino e vôlei de praia) e três de bronze (duas no judô e uma na maratona, com Vanderlei Cordeiro de Lima).

A delegação brasileira foi a maior da história até hoje, com 247 atletas e as dez medalhas valeram o 16º lugar na classificação geral, na frente de alguns países que sempre tiveram boas participações olímpicas como Suécia, Espanha e Canadá.

A melhor campanha brasileira, em números de medalhas, aconteceu em 1996, em Atlanta. Nos Estados Unidos, nossos atletas ganharam 15 medalhas, sendo que a maioria foi de bronze (nove). As conquistas douradas foram três e vieram da vela (duas) e do vôlei de praia feminino.

Entre as competições em Atenas e em Atlanta, o brasileiro teve uma sensação de frustração nos Jogos de Sydney, em 2000. Com 205 atletas e a esperança de muitas medalhas, sobretudo de ouro, o Brasil decepcionou ao não ter o hino nacional tocado uma vez sequer na Austrália – pela primeira vez desde Montreal/1976.

É verdade que foram 12 medalhas no total – na época a melhor de toda a história em quantidade -, mas muitas das seis de prata e das outras seis de bronze eram para ser douradas como nos casos do cavaleiro Rodrigo Pessoa, das duplas masculina e feminina do vôlei de praia, do futebol masculino e do velejador Robert Scheidt na classe Laser.

Vela domina: As primeiras medalhas conquistadas por brasileiros vieram nos Jogos Olímpicos de 1920, na Antuérpia (Bélgica). Foram três – uma de ouro, uma de prata e uma bronze – e, curiosamente, todas no tiro. Guilherme Paraense foi o responsável pela primeira conquista dourada, na pistola de tiro rápido (30m).

Desde então, o tiro nunca mais ganhou qualquer medalha, mas outros dez esportes tiveram seus heróis. De 1948, em Londres, até 2004, em Atenas, foram mais 73 medalhas. No total, o Brasil tem 17 de ouro, 22 de prata e 37 de bronze.

A vela é a campeã tanto em quantidade como em qualidade. Nossos velejadores conquistaram 14 medalhas no total, sendo seis de ouro. Os maiores vencedores são Torben Grael e Marcelo Ferreira (que venceram juntos na classe Star) e Robert Scheidt, com duas cada. Torben é também o brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas. São cinco no total, em seis participações. Além das duas de ouro (em 1996 e 2004), o velejador ganhou uma prata em 1984 e dois bronzes (em 1988 e 2000).

O atletismo vem em seguida, com uma medalha a menos que a vela. Com o total de 13 conquistas, três foram douradas e o destaque é o triplista Adhemar Ferreira da Silva, campeão em Helsinque/1952 e Melbourne/1956. Vale exaltar também o bronze de Vanderlei Cordeiro de Lima em Atenas, que tinha grandes chances de ser ouro na maratona se não acontecesse a invasão do padre irlandês Cornelius Horan a poucos quilômetros da linha de chegada.

Na galeria de bicampeões olímpicos também estão Giovane e Maurício, com o ouro nas duas vezes em que a seleção masculina de vôlei subiu ao lugar mais alto do pódio – em Barcelona-92 e em Atenas.


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