Caçula, Ipatinga trabalha para evitar duplo descenso
Por Emanuel Colombari, especial para a GE.Net
O Ipatinga comemora dez anos de fundação
no dia 21 de maio, e irá comemorar seu aniversário
disputando pela primeira vez a Série A do Campeonato
Brasileiro. Porém, o que era para ser um ano de
festa, pode ser uma temporada a ser esquecida pelo clube.
Tudo por conta do alerta aceso pelo rebaixamento para
o Módulo II no Campeonato Mineiro, no qual o clube
foi vice-lanterna na elite de 2008.
Por isso, a missão do Tigre do Vale do Aço
no Brasileirão será evitar a repetição
dessa cena. Predicados para tal, o time tem de sobra.
E mesmo tendo reformulado o elenco após o inesperado
fracasso no Estadual, o Ipatinga tem condições
de não decepcionar na maior empreitada de seus
dez anos. Pensar em vagas nas competições
sul-americanas de 2009 pode ser pretensão, mas
há chances de escapar sem sustos da degola.
A queda no Mineiro provocou uma grande mudança
no grupo quadricolor. Foram dispensados os zagueiros
Emerson e Marlon, o lateral Diogo, os volantes Danilo
Portugal e Cléber Goiano e os atacantes Renna
e Nenê. Por outro lado, a diretoria do clube compensou
com a vinda de 11 jogadores: os laterais Thiago Baroni,
Edimar e Rodriguinho, os zagueiros Patrick, Thiago Vieira,
Toninho e Renato, o volante Jackson e os atacantes Ricardinho,
Neto Baiano e Ely Thadeu. O zagueiro Thiago Gomes e o
atacante Jonathas Alvarez ainda podem fechar com o Tigre.
Para comandar o ‘novo’ Ipatinga, o presidente
Itair Machado trouxe o técnico Giba, que ocupou
a vaga de Moacir Júnior – demitido após
a campanha no Campeonato Mineiro. O novo treinador pode
ser considerado o principal nome do clube, já que
o próprio presidente admite montar um time de
orçamento baixo. “O nosso torcedor tem que
entender que não temos dinheiro para trazer jogadores
renomados. Mesmo com estes patrocínios que fechamos,
não temos verbas para bancar grandes nomes”,
garante Itair.
Cheio de reforços na defesa, o Ipating ainda se
ressente de um atacante goleador – Alessandro,
artilheiro da Série B pelo clube em 2007 com 25
gols, fez suas malas. No Estadual, o time marcou apenas
12 gols em 11 jogos, e teve como artilheiros Marcelo
e Nenê, com apenas três cada. A aposta para
reverter este quadro é Neto Baiano, autor de dez
gols no Paulistão com o Paulista de Jundiaí.
O jogador é uma aposta pessoal de Giba, vindo
exatamente do Galo da Japi, para fazer a função
de Alessandro.
Com o planejamento às pressas, o Ipatinga precisará de
trabalho e sorte para fazer um bom papel. Depois de conquistar
o título mineiro (2005), chegar às semifinais
da Copa do Brasil (2006) e subir da Série C para
a Série A do Campeonato Brasileiro, só a
verdadeira prova de fogo irá mostrar o tamanho
deste novo emergente.
Técnico:Giba
NOME:
Antônio Gilberto Maniaes NASCIMENTO: 07/03/1962, em Cordeirópolis (SP)
CLUBES: Valinhos-SP (1996-1997), Paulista-SP (1997-1998),
CSA-AL (1998-1999), Sãocarlense-SP (1999-2000),
juniores do Santos (2000-2001), Etti Jundiaí-SP
(2001-2002), Gama (2002), Guarani (2003), Kuwait Sporting
Club (2003-2004), Atlético Sorocaba (2004-2005),
Portuguesa (2005-2006), Santa Cruz (2006), Remo (2006-2007),
Sport-PE (2007), São Caetano (2007), Paulista-SP
(2008) e Ipatinga (2008).
TÍTULOS: Campeonato Paulista – Segunda
Divisão (1996 e 2001), Campeonato Alagoano (1998),
Campeonato Brasileiro Série C (2001).
Destaque: Augusto
Recife
NOME:
Augusto de Oliveira da Silva NASCIMENTO: 03/08/1983, em Joaquim Nabuco (PE) ALTURA: 1,69m PESO: 60 kg
CLUBES: Cruzeiro (2001-2004), Internacional (2005),
Flamengo (2005), Cruzeiro (2006), Santa Cruz (2006),
Cruzeiro (2006-2007), Ipatinga (2007), Náutico
(2007), Ipatinga (2008)
TÍTULOS: Supercampeonato Mineiro (2002), Copa
Sul-Minas (2002), Campeonato Mineiro (2003, 2004
e 2006), Copa do Brasil (2003), Campeonato Brasileiro
(2003).
Augusto Recife apareceu para o futebol no Cruzeiro,
no qual ganhou chances em 2001 e correspondeu: fez
11 jogos pelo Brasileirão daquele ano. Mesmo
sem esbanjar genialidade, foi ganhando espaço
entre os titulares, ganhando espaço no time
que encantou o país sob o comando de Wanderley
Luxemburgo em 2003. Por isso, foi considerado um
dos grandes reforços do Internacional em 2005.
A aposta, no entanto, não foi frutífera.
Naquele ano, iniciaria uma trajetória errante,
passando pelo Flamengo sem deixar saudades. Em 2006,
voltou ao Cruzeiro e conquistou seu último
título, antes de atuar pelo Santa Cruz e voltar à Toca
da Raposa. Em 2007, chegou ao Ipatinga, foi para
o Náutico e, com atuações apagadas,
voltou ao Vale do Aço.
O pernambucano, porém, é um dos xodós
da diretoria ipatinguense. Seu contrato vencia em
31 de dezembro de 2007, mas foi renovado até o
final de 2011 no começo deste ano. E mesmo
apesar de jamais ter atuado com o técnico
Giba, o volante é um dos principais homens
do meio-campo do time. Resta saber se a confiança
do clube terá retorno com atuações
de gala – que andam em falta.