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09/05/2008
Montagem sobre foto de Djalma Vassão/Gazeta Press
Caçula, Ipatinga trabalha para evitar duplo descenso
Por Emanuel Colombari, especial para a GE.Net

O Ipatinga comemora dez anos de fundação no dia 21 de maio, e irá comemorar seu aniversário disputando pela primeira vez a Série A do Campeonato Brasileiro. Porém, o que era para ser um ano de festa, pode ser uma temporada a ser esquecida pelo clube. Tudo por conta do alerta aceso pelo rebaixamento para o Módulo II no Campeonato Mineiro, no qual o clube foi vice-lanterna na elite de 2008.

Por isso, a missão do Tigre do Vale do Aço no Brasileirão será evitar a repetição dessa cena. Predicados para tal, o time tem de sobra. E mesmo tendo reformulado o elenco após o inesperado fracasso no Estadual, o Ipatinga tem condições de não decepcionar na maior empreitada de seus dez anos. Pensar em vagas nas competições sul-americanas de 2009 pode ser pretensão, mas há chances de escapar sem sustos da degola.

A queda no Mineiro provocou uma grande mudança no grupo quadricolor. Foram dispensados os zagueiros Emerson e Marlon, o lateral Diogo, os volantes Danilo Portugal e Cléber Goiano e os atacantes Renna e Nenê. Por outro lado, a diretoria do clube compensou com a vinda de 11 jogadores: os laterais Thiago Baroni, Edimar e Rodriguinho, os zagueiros Patrick, Thiago Vieira, Toninho e Renato, o volante Jackson e os atacantes Ricardinho, Neto Baiano e Ely Thadeu. O zagueiro Thiago Gomes e o atacante Jonathas Alvarez ainda podem fechar com o Tigre.

Para comandar o ‘novo’ Ipatinga, o presidente Itair Machado trouxe o técnico Giba, que ocupou a vaga de Moacir Júnior – demitido após a campanha no Campeonato Mineiro. O novo treinador pode ser considerado o principal nome do clube, já que o próprio presidente admite montar um time de orçamento baixo. “O nosso torcedor tem que entender que não temos dinheiro para trazer jogadores renomados. Mesmo com estes patrocínios que fechamos, não temos verbas para bancar grandes nomes”, garante Itair.

Cheio de reforços na defesa, o Ipating ainda se ressente de um atacante goleador – Alessandro, artilheiro da Série B pelo clube em 2007 com 25 gols, fez suas malas. No Estadual, o time marcou apenas 12 gols em 11 jogos, e teve como artilheiros Marcelo e Nenê, com apenas três cada. A aposta para reverter este quadro é Neto Baiano, autor de dez gols no Paulistão com o Paulista de Jundiaí. O jogador é uma aposta pessoal de Giba, vindo exatamente do Galo da Japi, para fazer a função de Alessandro.

Com o planejamento às pressas, o Ipatinga precisará de trabalho e sorte para fazer um bom papel. Depois de conquistar o título mineiro (2005), chegar às semifinais da Copa do Brasil (2006) e subir da Série C para a Série A do Campeonato Brasileiro, só a verdadeira prova de fogo irá mostrar o tamanho deste novo emergente.

Técnico:Giba

Foto Djalma Vassão/Gazeta PressNOME: Antônio Gilberto Maniaes
NASCIMENTO: 07/03/1962, em Cordeirópolis (SP)

CLUBES: Valinhos-SP (1996-1997), Paulista-SP (1997-1998), CSA-AL (1998-1999), Sãocarlense-SP (1999-2000), juniores do Santos (2000-2001), Etti Jundiaí-SP (2001-2002), Gama (2002), Guarani (2003), Kuwait Sporting Club (2003-2004), Atlético Sorocaba (2004-2005), Portuguesa (2005-2006), Santa Cruz (2006), Remo (2006-2007), Sport-PE (2007), São Caetano (2007), Paulista-SP (2008) e Ipatinga (2008).

TÍTULOS: Campeonato Paulista – Segunda Divisão (1996 e 2001), Campeonato Alagoano (1998), Campeonato Brasileiro Série C (2001).

 

Destaque: Augusto Recife

Foto Djalma Vassão/Gazeta PressNOME: Augusto de Oliveira da Silva
NASCIMENTO: 03/08/1983, em Joaquim Nabuco (PE)
ALTURA: 1,69m
PESO: 60 kg

CLUBES: Cruzeiro (2001-2004), Internacional (2005), Flamengo (2005), Cruzeiro (2006), Santa Cruz (2006), Cruzeiro (2006-2007), Ipatinga (2007), Náutico (2007), Ipatinga (2008)

TÍTULOS: Supercampeonato Mineiro (2002), Copa Sul-Minas (2002), Campeonato Mineiro (2003, 2004 e 2006), Copa do Brasil (2003), Campeonato Brasileiro (2003).

Augusto Recife apareceu para o futebol no Cruzeiro, no qual ganhou chances em 2001 e correspondeu: fez 11 jogos pelo Brasileirão daquele ano. Mesmo sem esbanjar genialidade, foi ganhando espaço entre os titulares, ganhando espaço no time que encantou o país sob o comando de Wanderley Luxemburgo em 2003. Por isso, foi considerado um dos grandes reforços do Internacional em 2005.

A aposta, no entanto, não foi frutífera. Naquele ano, iniciaria uma trajetória errante, passando pelo Flamengo sem deixar saudades. Em 2006, voltou ao Cruzeiro e conquistou seu último título, antes de atuar pelo Santa Cruz e voltar à Toca da Raposa. Em 2007, chegou ao Ipatinga, foi para o Náutico e, com atuações apagadas, voltou ao Vale do Aço.

O pernambucano, porém, é um dos xodós da diretoria ipatinguense. Seu contrato vencia em 31 de dezembro de 2007, mas foi renovado até o final de 2011 no começo deste ano. E mesmo apesar de jamais ter atuado com o técnico Giba, o volante é um dos principais homens do meio-campo do time. Resta saber se a confiança do clube terá retorno com atuações de gala – que andam em falta.

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