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09/05/2008
Montagem sobre foto de Djalma Vassão/Gazeta Press
Manter a base: receita do Verdão para acabar com outra fila
Por Paulo Amaral

Depois de colocar fim a uma agonia de quase 12 anos sem títulos estaduais com a incontestável vitória por 5 a 0 sobre a Ponte Preta na última partida do Paulistão, o Palmeiras começa sua caminhada no Campeonato Brasileiro neste domingo, em Curitiba, diante do Coritiba, para acabar com mais uma fila.

A última vez em que o Verdão conquistou um Campeonato Brasileiro foi em 1994, sob o comando do próprio Wanderley Luxemburgo, recordista em títulos da competição (cinco). Para também chegar ao penta, o segredo do time de Palestra Itália, campeão ainda nos anos de 1972, 1973 e 1993, é um só na opinião dos jogadores e do vitorioso treinador: o conjunto.

Ciente do risco de perder companheiros importantes como o meia Valdívia, o zagueiro Henrique e o goleiro Diego Cavalieri, na mira do futebol europeu, o experiente Denílson fez o alerta.  “O mais importante é cobrir as eventuais saídas com jogadores do mesmo nível técnico, pois o Campeonato Brasileiro é mais competitivo e difícil do que o Paulista. Precisamos ter um grupo à altura da nossa responsabilidade de campeão”, opina.

O goleiro Marcos, novamente sinônimo de segurança embaixo das traves do Verdão, concorda. “O Palmeiras está com um grupo competitivo e o mais importante é a base ser mantida. Depois de muito tempo, teremos condições de brigar de igual para igual com as outras equipes pelo título”, aposta.

Especialista em competições por pontos corridos, o técnico Wanderley Luxemburgo é pragmático ao falar sobre o que espera do próximo Campeonato Brasileiro. “Por tudo o que está acontecendo, esse Campeonato Brasileiro parece que vai ser um dos melhores dos pontos corridos. Há muitas equipes bem preparadas e que começarão a competição em condições de ganhar o título. O objetivo é colocar o Palmeiras na próxima Libertadores, mas somos candidatos ao título e vamos brigar pela conquista”.

Assim como fizeram os dois pentacampeões, Luxa também mostra confiança no grupo para colocar mais uma importante conquista no currículo. “A base será mantida e haverá 20 ou 30% de mudanças. É importante ter elenco forte para o Brasileiro e a Sul-americana. Já contratamos quatro reforços e temos um planejamento pronto para o ano que vem”, comenta, confirmando as chegadas dos volantes Jumar (ex-Paraná) e Sandro Silva (ex-Mirassol), além dos laterais Fabinho Capixaba (ex-Mirassol) e Jéfferson (ex-Guaratinguetá e São Caetano). Sobre o risco de perder Valdívia e outras estrelas, Luxa é claro: “Não me preocupo com isso. Claro que queria a permanência deles, mas, se aparecer uma proposta boa, ele vai sair. Não tem jeito”, conclui.

Técnico: Wanderley Luxemburgo

Foto Marcelo Ferrelli / Gazeta PressNOME: Wanderley Luxemburgo da Silva
NASCIMENTO: 10 de maio de 1952, em Nova Iguaçu (RJ)

CLUBES: Campo Grande-RJ (1983), Rio Branco-ES (1983/84), Friburguense-RJ (1984), Al Ittihad Jeddah-ARA (1984/85), Democrata-MG (1985/86), América-RJ (1986/87), Bragantino-SP (1989/90), Guarani (1991), Flamengo (1991/92 e 1995) Ponte Preta-SP (1992/1993), Palmeiras (1993/94, 1995/96, 2002 e desde janeiro de 2008), Paraná Clube (1997), Santos (1997/98, 2004, e 2005 a 2007), Corinthians (1998/99 e 2001/02), Seleção Brasileira (1999/00), Cruzeiro (2002 a 2004), Real Madrid-ESP (2005)

TÍTULOS: Copa América (1999), Campeonato Brasileiro (1993/94, 1998, 2003/04), Copa do Brasil (2003), Campeonato Paulista (1990, 1993/94, 1996, 2001, 2006/07/08), Rio-São Paulo (1993 e 1997), Campeonato Mineiro (2003) e Campeonato Capixaba (1983)

 

Destaque: Alex Mineiro

Foto Djalma Vassão / Gazeta PressNome: Alexander Pereira Cardoso
Nascimento: 15 de março de 1975, em Belo Horizonte (MG)
Altura: 1,75m
Peso: 71 kg

Clubes: América-MG (1995/96), Cruzeiro (1997 e 2000/01), Vitória-BA (1998), Bahia (1999/00), Atlético-PR (2001 a 2003 e 2007), Tigres-MEX (2003), Atlético-MG (2004), Kashima Antlers-JAP (2005/06), Palmeiras (desde 2008).

Títulos: Libertadores da América (1997), Campeonato Mineiro (1997), Campeonato Paranaense (2001), Campeonato Brasileiro (2001), Supercampeonato Paranaense (2002) e Campeonato Paulista (2008)

Revelado pelo América-MG, o atacante Alex Mineiro foi ganhar projeção bem longe de Minas Gerais, onde também defendeu os rivais Cruzeiro e Atlético-MG. Foi com a camisa de outro Atlético, o paranaense, que o jogador, também com passagens pelos dois grandes clubes da Bahia, finalmente mostrou seu faro de artilheiro.

Ao lado de Kléber, hoje conhecido como Kléber Pereira e dono da camisa nove do Santos, Alex Mineiro formou o ataque que ajudou o Furacão a conquistar o inédito título de campeão brasileiro em 2001, marcando 17 gols, mesmo número de seu companheiro de linha de frente.

Sondado pelo Palmeiras desde 2006, o jogador finalmente chegou ao Palestra Itália no início do ano com uma missão: acabar com a ‘maldição’ da camisa nove, órfã desde a venda de Vágner Love para o CSKA, da Rússia, em 2004. No Paulistão, provou que a insistência da diretoria valeu a pena: marcou 15 gols e foi o artilheiro da competição, arrematando ainda um prêmio de R$ 300 mil. No Brasileiro, espera repetir a dose: “Será uma motivação extra. Depois de ser artilheiro do Paulista, também quero a artilharia do Brasileiro, que é a competição mais difícil do país”, avisa.

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