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09/05/2008
Montagem sobre foto de Djalma Vassão/Gazeta Press
Portuguesa ressurge com sonho de confirmação na elite
William Correira, especial para a GE.net

Depois de cinco anos, a Portuguesa volta a desfilar seu uniforme rubro-verde na elite do futebol brasileiro. As temporadas na Série B, contudo, fazem com que o time retorne à primeira divisão nacional com pretensões bem mais modestas do que se viu no final da década de 90, quando o clube atingiu seu melhor resultado no Brasileiro com o vice de 96 e as semifinais em 98.

Assim como aconteceu no Campeonato Paulista, competição em que a Lusa também disputou a segunda divisão na temporada passada, a meta é transformar 2008 em um ano de confirmação e se manter na “nata” do futebol nacional. O maior sonho é terminar o torneio com uma vaga na Copa Sul-americana.

A missão é estipulada por Vágner Benazzi, que admite as dificuldades, mas fala com confiança por ter sido o técnico que salvou o time do rebaixamento para a terceira divisão do Brasileiro na última rodada da Série B de 2006 e comandou a escalada da equipe na volta aos principais holofotes do Estado e do País.

“Permanecer na Série A neste ano vai ser uma conquista. Mas acredito que com uma boa campanha conseguiremos ficar entre o 10º e o 12º lugar, com uma vaga na Copa Sul-americana. Sabemos que será muito difícil, mas temos um plantel forte e se nos unirmos, nos motivarmos e acreditarmos, tenho confiança nesse objetivo”, discursa.

No grupo que terá a incumbência de levar a Lusa à competição continental, há uma mescla de jogadores experientes, como o atacante Christian e o lateral-direito Patrício, com jovens, como o atacante Diogo e o lateral-esquerdo Bruno Recife.

Em relação ao time que ficou em décimo lugar e fora das semifinais do Paulistão, as novidades são os meias Edno, ex-Noroeste, e Sidnei, ex-Atlético-MG, além do atacante Washington, ex-Palmeiras e que volta ao Canindé após jogar no futebol turco. E as perdas do elenco só atingiram o banco de reservas: saíram o veterano Zé Maria, o lateral Osmar, o meia Ramón e o atacante Leandro Carrijo.

Em campo, a esperança é que a defesa repita o desempenho do Estadual – foi a segunda menos vazada, com 17 gols em 19 jogos – e que os contra-ataques possam ser fatais com a entrada de Edno ao lado de Preto no meio-campo e a volta ao ataque de Diogo, ausente durante praticamente todo o Paulista por lesão, com o artilheiro Christian como parceiro. A bola parada também é uma das armas de Benazzi para surpreender.

Time base: André Luiz; Patrício, Bruno Rodrigo, Marco Aurélio e Bruno Recife; Dias, Erick, Preto e Edno; Diogo e Christian.

Técnico: Benazzi

Foto Fernando Pilatos / Gazeta PressTécnico: Vágner Benazzi
Nascimento: 17/06/1954, em Osasco (SP)

Clubes: São Carlense (1989, 1991 e 1994), Lençoense (1990), União Barbarense (1990, 1996 e 1998), Lemense (1991), Taquaritinga (1992-1993), Comercial (1994), Portuguesa Santista (1995), Bragantino (1996), Paulista (1996 e 1998-1999), Paraguaçuense (1997), Gama (1999-2000), São José (2000), Santo André (2000, 2001 e 2002), Atlético Sorocaba (2001), Figueirense (2001, 2003 e 2004), Matonense (2002), Marília (2002), Náutico (2002), Brasiliense (2003-2004), Criciúma (2004), Paysandu (2004), Fortaleza (2005), Joinville (2005), Avaí (2006) e Portuguesa (desde 2006)

Títulos: Série B-1 do Campeonato Paulista (1989, 1990 e 1992), Série A-3 do Campeonato Paulista (1995), Série A-2 do Campeonato Paulista (1998 e 2007), Série B do Campeonato Brasileiro (1999), Campeonato Catarinense (2003) e Campeonato Cearense (2005)

 

Destaque: Diogo

Foto Fernando Pilatos / Gazeta PressNome: Diogo Luis Santo
Nascimento: 26/05/1987, em São Paulo (SP)
Altura: 1,82m
Peso: 80 kg

Clubes: Portuguesa (desde 2007)

Títulos
: Série A-2 do Campeonato Paulista (2007)

Visto como maior revelação da Portuguesa desde o aparecimento de Denner, Diogo saiu das categorias de base do Canindé para se destacar nos acessos do time às elites paulista e brasileira. Eleito o craque da Série B do ano passado, foi convocado para um amistoso da seleção brasileira olímpica e esteve nos planos da maioria dos clubes grandes, mas permaneceu no Canindé.

Aos 20 anos, o atacante teve a expectativa de brilhar no Paulista frustrada por uma fratura no pé sentida logo no primeiro jogo da temporada. Após três meses de molho, retornou para enfrentar o Botafogo na Copa do Brasil e foi eliminado com o time. Mesmo diante do tropeço e da ausência, o garoto sabe da pressão que terá no Canindé e promete não refugar ao debutar na Série A, preocupado em ser chamado para as Olimpíadas de Pequim, em agosto.

“Estou tranqüilo e bem consciente. Já joguei pela seleção e acho que não tem muita diferença de jogar a primeira divisão do Brasileirão. Com certeza estou preparado para jogar a Série A”, assegura Diogo, emendando com um alerta a quem o vê como salvador da pátria lusa. “Não sou só eu, todos têm suas responsabilidades no grupo.”

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