Portuguesa ressurge com sonho de confirmação na elite William Correira, especial para a GE.net
Depois de cinco anos, a Portuguesa volta a desfilar
seu uniforme rubro-verde na elite do futebol brasileiro.
As temporadas na Série B, contudo, fazem com que
o time retorne à primeira divisão nacional
com pretensões bem mais modestas do que se viu
no final da década de 90, quando o clube atingiu
seu melhor resultado no Brasileiro com o vice de 96 e
as semifinais em 98.
Assim como aconteceu no Campeonato Paulista, competição
em que a Lusa também disputou a segunda divisão
na temporada passada, a meta é transformar 2008
em um ano de confirmação e se manter na “nata” do
futebol nacional. O maior sonho é terminar o torneio
com uma vaga na Copa Sul-americana.
A missão é estipulada por Vágner
Benazzi, que admite as dificuldades, mas fala com confiança
por ter sido o técnico que salvou o time do rebaixamento
para a terceira divisão do Brasileiro na última
rodada da Série B de 2006 e comandou a escalada
da equipe na volta aos principais holofotes do Estado
e do País.
“Permanecer na Série A neste ano vai ser
uma conquista. Mas acredito que com uma boa campanha
conseguiremos ficar entre o 10º e o 12º lugar,
com uma vaga na Copa Sul-americana. Sabemos que será muito
difícil, mas temos um plantel forte e se nos unirmos,
nos motivarmos e acreditarmos, tenho confiança
nesse objetivo”, discursa.
No grupo que terá a incumbência de levar
a Lusa à competição continental,
há uma mescla de jogadores experientes, como o
atacante Christian e o lateral-direito Patrício,
com jovens, como o atacante Diogo e o lateral-esquerdo
Bruno Recife.
Em relação ao time que ficou em décimo
lugar e fora das semifinais do Paulistão, as novidades
são os meias Edno, ex-Noroeste, e Sidnei, ex-Atlético-MG,
além do atacante Washington, ex-Palmeiras e que
volta ao Canindé após jogar no futebol
turco. E as perdas do elenco só atingiram o banco
de reservas: saíram o veterano Zé Maria,
o lateral Osmar, o meia Ramón e o atacante Leandro
Carrijo.
Em campo, a esperança é que a defesa repita
o desempenho do Estadual – foi a segunda menos
vazada, com 17 gols em 19 jogos – e que os contra-ataques
possam ser fatais com a entrada de Edno ao lado de Preto
no meio-campo e a volta ao ataque de Diogo, ausente durante
praticamente todo o Paulista por lesão, com o
artilheiro Christian como parceiro. A bola parada também é uma
das armas de Benazzi para surpreender.
Time base: André Luiz; Patrício,
Bruno Rodrigo, Marco Aurélio e Bruno Recife; Dias,
Erick, Preto e Edno; Diogo e Christian.
Técnico:
Benazzi
Técnico: Vágner
Benazzi Nascimento: 17/06/1954, em Osasco (SP)
Clubes: São Carlense (1989,
1991 e 1994), Lençoense
(1990), União Barbarense (1990, 1996 e 1998),
Lemense (1991), Taquaritinga (1992-1993), Comercial
(1994), Portuguesa Santista (1995), Bragantino (1996),
Paulista (1996 e 1998-1999), Paraguaçuense (1997),
Gama (1999-2000), São José (2000), Santo
André (2000, 2001 e 2002), Atlético Sorocaba
(2001), Figueirense (2001, 2003 e 2004), Matonense
(2002), Marília (2002), Náutico (2002),
Brasiliense (2003-2004), Criciúma (2004), Paysandu
(2004), Fortaleza (2005), Joinville (2005), Avaí (2006)
e Portuguesa (desde 2006)
Títulos: Série B-1 do Campeonato Paulista
(1989, 1990 e 1992), Série A-3 do Campeonato
Paulista (1995), Série A-2 do Campeonato Paulista
(1998 e 2007), Série B do Campeonato Brasileiro
(1999), Campeonato Catarinense (2003) e Campeonato
Cearense (2005)
Destaque: Diogo
Nome: Diogo Luis Santo Nascimento: 26/05/1987, em São Paulo (SP) Altura: 1,82m Peso: 80 kg
Clubes: Portuguesa (desde 2007)
Títulos: Série A-2
do Campeonato Paulista (2007)
Visto como maior revelação da Portuguesa
desde o aparecimento de Denner, Diogo saiu das categorias
de base do Canindé para se destacar nos acessos
do time às elites paulista e brasileira. Eleito
o craque da Série B do ano passado, foi convocado
para um amistoso da seleção brasileira
olímpica e esteve nos planos da maioria dos
clubes grandes, mas permaneceu no Canindé.
Aos 20 anos, o atacante teve a expectativa de brilhar
no Paulista frustrada por uma fratura no pé sentida
logo no primeiro jogo da temporada. Após três
meses de molho, retornou para enfrentar o Botafogo
na Copa do Brasil e foi eliminado com o time. Mesmo
diante do tropeço e da ausência, o garoto
sabe da pressão que terá no Canindé e
promete não refugar ao debutar na Série
A, preocupado em ser chamado para as Olimpíadas
de Pequim, em agosto.
“Estou tranqüilo e bem consciente. Já joguei
pela seleção e acho que não
tem muita diferença de jogar a primeira divisão
do Brasileirão. Com certeza estou preparado
para jogar a Série A”, assegura Diogo,
emendando com um alerta a quem o vê como salvador
da pátria lusa. “Não sou só eu,
todos têm suas responsabilidades no grupo.”