Furacão tenta reencontrar rumo das conquistas Do correspondente Luiz Felipe Fagundes, em Curitiba (PR)
O Atlético-PR é uma das maiores incógnitas para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2008. Com uma campanha irregular na última edição, brigando para não cair durante parte da competição e se recuperando com a chegada de Ney Franco, o time começou bem a temporada, mas logo mostrou algumas fragilidades, que culminaram, por exemplo, na desclassificação na Copa do Brasil diante do Corinthians-AL.
A perda da final do Estadual, depois de uma primeira fase prefeita e das dificuldades nas fases subseqüentes, também não foi bem aceita na Baixada. Porém, a explicação é simples para a queda de rendimento. Três titulares – Claiton, Jancarlos e o colombiano Ferreira - deixaram o time durante a competição, fragilizando o grupo. As peças de reposição não chegaram com a mesma quantidade e, principalmente, qualidade.
Com isso, mais uma vez o principal trunfo do Atlético-PR será seu estádio. A Arena da Baixada, que novamente procura um patrocinador, desta vez tentando ser concluída até a Copa de 2014, ainda continua com sua mística, mesmo depois de o time sucumbir diante do principal rival na final do Estadual. É tentando ser imbatível em casa que a equipe espera começar a construir sua campanha, assim como fez no título de 2001.
Fora dos gramados, a diretoria – com o presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, à frente – consegue desviar um pouco o foco dos problemas em campo, encampando polêmicas como a cobrança das rádios pelas transmissões dos jogos no Brasileirão, ou mesmo ao impedir que o troféu do Estadual entrasse em seu estádio, alegando segurança e impedindo a volta olímpica do campeão Coritiba.
Quem terá a missão de cobrar por mais reforços e montar essa equação de problemas de um lado e uma estrutura de dar inveja a muitos clubes brasileiros de outro é o técnico Ney Franco. O objetivo continua sendo colocar o Furacão no rumo das conquistas, um caminho que se perdeu desde a derrota para o São Paulo, na final da Libertadores de 2005. A pressão, no entanto, só aumenta a cada tropeço.
Técnico:
Ney Franco
Nome: Ney Franco da Silveira Junior Nascimento: 22/07/1966, em Vargem Alegre (MG)
Clubes: Ipatinga (2005-2006); Flamengo (2006-2007),
Atlético-PR (desde 2007)
Títulos: Campeonato Mineiro (2005); Copa do
Brasil (2006); Campeonato Carioca (2007).
Destaque: Antônio
Carlos
Nome: Antonio Carlos dos Santos Aguiar Nascimento: 22/06/1983, no Rio de Janeiro (RJ) Altura: 1,84m Peso: 84 kg
Clubes: Olaria (1999 a 2001); Bangu (2001); Fluminense
(2001 a 2005); Ajaccio-França (2005 a 2007)
e Atlético-PR (desde 2007).
Título: Campeonato Carioca (2005).
Geralmente quando se fala em destaque em um time,
logo os meias habilidosos ou atacantes goleadores
são lembrados. Ainda existem os defensores
experientes, que comandam as equipe, ou as jovens
revelações. Agora junte todas essas
características em apenas um atleta. O resultado
seria alguém parecido com o zagueiro Antônio
Carlos.
Cria do futebol carioca, Antônio Carlos chegou
a seu primeiro grande clube em 2001, quando desembarcou
nas Laranjeiras para defender o Fluminense. Depois
de uma passagem pelo futebol francês, o zagueiro
chegou ao Furacão e rapidamente ganhou o posto
de titular e, mais recentemente, o posto de capitão,
herdado do volante Claiton, que foi para o futebol
japonês.
Seguro na marcação e com habilidade
para sair jogando, o jogador é fundamental
para os esquemas táticos do técnico
Ney Franco, já que pode mudar seu posicionamento
ao longo das partidas, tornando-se um pouco mais
ofensivo. O defensor ainda faz papel de artilheiro,
como no Estadual, onde balançou as redes seis
vezes e chegou a liderar as estatísticas no
início da competição.