Campeão baiano, Vitória volta à elite para ficar Por Henrique Moretti, especial para a GE.Net
Depois de três anos ausente, o Vitória
retorna à elite do futebol brasileiro embalado
pelo dramático bicampeonato baiano, garantido
apenas na última rodada do quadrangular final.
O tempo em que perambulou pelos gramados do interior
brasileiro foi duro para o torcedor rubro-negro, que
viu a equipe ainda passar uma temporada na temida Série
C, da onde saiu com um vice-campeonato garantido em 2006.
No ano seguinte, nem o fato de ter realizado uma campanha
irregular, que contou com troca de técnico (saiu
Marco Aurélio para a entrada de Osvaldo Alvarez),
tirou do Leão o quarto lugar e o conseqüente
passaporte de volta ao Brasileirão. O início
da temporada 2008, no entanto, foi marcado por percalços.
A partir de uma seqüência de maus resultados
no Estadual, que incluiu duas quedas em clássicos
ante o Bahia, Vadão não conseguiu se segurar
no cargo, caindo no fim de março.
Em seguida, a aposta caiu sobre os ombros de Vágner
Mancini, técnico que fez sucesso no Paulista e
cuja saída do Grêmio, no inicio deste ano,
foi bastante controvertida. Mesmo tendo chegado com o
Baiano já em andamento, o comandante conseguiu
acertar o ataque da equipe, consolidado com o artilheiro
Marcelinho e a contratação de Rodrigão.
Assim, pegou uma equipe já classificada em terceiro
lugar na primeira fase e venceu o quadrangular final
após uma goleada por 5 a 1 sobre o Itabuna, combinada
com uma vitória do Bahia sobre o Vitória
da Conquista.
O título, que aumentou a ‘fila’ do
arqui-rival de Salvador para oito anos, fez a alegria
da torcida e causou euforia entre os dirigentes, mas
Mancini sabe que o time ainda não está pronto
para fazer uma boa campanha na Série A. Assim,
ele pediu contratações que acabaram de
se apresentar no Barradão. Uma delas é a
do atacante Dinei, que se destacou no Paulistão
pelo Guaratinguetá e é a aposta para
ser a sombra da dupla de ataque titular, já que
Diego Silva, ex-Flamengo e Ipatinga, tem decepcionado
e pode sair.
Para o gol, um dos setores de irregularidade da equipe – Ney
e França vêm se revezando na posição
de titular e não convencem –, foi contratado
o colombiano Viáfara, que disputou o último
Brasileirão pelo Atlético-PR. Nos outros
setores da equipe, que pretende não ser ameaçada
pelo rebaixamento e vislumbra uma vaga na Copa Sul-americana,
há problemas tanto nas laterais quanto na zaga,
em que um nome conhecido é o de Leonardo Silva,
com passagens por Palmeiras e Portuguesa.
No meio-campo, destaque para dois veteranos: Ramón,
que se destacou no Vasco da Gama, e Jackson, revelado
pelo Sport e hoje no banco de reservas do Vitória.
Outra opção é o volante Bida, escolhido
para a seleção da última Série
B, mas que não vem agradando na atual temporada.
Técnico: Vágner
Mancini
NOME: Vágner Carmo
Mancini NASCIMENTO: Ribeirão Preto, 24
de Outubro de 1966
CLUBES: Paulista (2004-2007), Al-Nasr
(2007), Grêmio
(2008) e Vitória (2008)
TÍTULOS: Copa
do Brasil (2005) e Campeonato Baiano (2008)
Destaque: Rodrigão
NOME:
Rodrigo Fernandes Alflen NASCIMENTO :
14/06/1978, em Santos (SP) ALTURA:
1.84m PESO: 79 kg
CLUBES:
Santos (1999 e 2001), Internacional (2000), Saint-Etienne-FRA
(2001-2002), Botafogo (2002), Guarani (2003), Marítimo-POR
(2004), Santo André (2005),
Atlético-PR (2006), Al Hilal-SAU (2007), Palmeiras
(2007) e Vitória (desde 2008)
TÍTULOS:
Campeonato Baiano (2008)
De reforço duvidoso do Palmeiras em um ano
a garantia de gols no Vitória no outro. Não
restam dúvidas quanto à volta por cima
completada por Rodrigão. Depois de colecionar
passagens frustradas por clubes do Brasil e do exterior,
o atacante chegou ao Palestra Itália em julho
do ano passado como mais uma opção
da equipe para preencher a lacuna da camisa nove.
Apesar de ter sido emprestado pelo Atlético-PR
com o Campeonato Brasileiro já em andamento
e sob forte desconfiança da torcida alviverde,
Rodrigão surpreendeu ao marcar seis gols em
11 partidas como titular. O bom rendimento não
bastou para classificar o Palmeiras à Copa
Libertadores, mas o jogador comemorou o fato de ter
revivido os bons tempos de quando era revelação
no Santos, em 1999.
O acerto do Verdão com a Traffic e a mudança
de planejamento impediram o jogador de continuar,
mas seus gols chamaram a atenção do
Vitória, que acertou novo empréstimo
com o Atlético, válido até o
fim deste ano. Novamente, Rodrigão não
titubeou e foi um dos grandes nomes do Campeonato
Baiano, balançando as redes adversárias
por oito vezes nos nove jogos que realizou. Melhor
ainda: dois desses gols foram marcados na vitória
sobre o Itabuna, resultado que decretou a conquista
do Leão.