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09/05/2008
Montagem sobre foto de Djalma Vassão/Gazeta Press
De técnico novo, Goiás tenta recuperar auto-estima no Brasileirão
Por Danilo Vital, especial para a GE.Net

Com o início do Campeonato Brasileiro, é inevitável que o torcedor do Goiás ainda sinta calafrios, ao lembrar da campanha da equipe no último ano. No final de 2007, o esmeraldino travou uma dura batalha contra o Corinthians para não voltar à Série B do nacional e, com a 16ª colocação, escapou por apenas um ponto. Este ano, a missão do clube é apagar o retrospecto e recuperar a auto-estima na competição.

Com a saída de Caio Júnior, que substituirá Joel Santana no Flamengo, o novo treinador anunciado pela diretoria a poucos dias do início da competição é Oswaldo Alvarez, que já chega com essa difícil missão de reerguer o Goiás no cenário nacional. No entanto, as semelhanças entre a situação no início do início do Brasileirão do último ano e as atuais são alarmantes.

Em 2007, Paulo Bonamigo assumia, a poucos dias do início do nacional, o comando de um Goiás abatido pela perda do título goiano e, até o primeiro turno, chegou a empolgar, mas ele acabou demitido, depois de uma queda de rendimento. O desafio de Vadão, que assume a equipe na mesma condição, derrotada no Goiano e na Copa do Brasil, é não repetir o fiasco.

Por outro lado, Oswaldo Alvarez terá em suas mãos uma equipe com a base sólida, que conquistou 68% dos pontos disputados até agora. Sem grandes reforços, conta com a experiência e liderança de jogadores como o capitão Paulo Baier e o goleiro Harlei, jogador que mais atuou na história do clube, com 234 jogos. Isso aliado à juventude de atletas como Alex Terra, Evandro e Amaral.

 Outro pontos forte do elenco é a constância da equipe, que permaneceu 11 rodadas seguidas sem ser derrotada e o ataque, o mais positivo do Estadual, com 54 gols em 24 jogos. Neste quesito, o destaque fica para a dupla Schwenk e Alex Dias, auxiliados por Alex Terra, Evandro e o veterano Paulo Baier.

Desde que voltou para a Série A, em 2000, a última edição do Brasileirão foi a primeira em que o esmeraldino terminou em posição de risco na tabela, algo que deve ser evitado pelo técnico Oswaldo Alvarez. A melhor lembrança do clube no nacional foi em 2005, quando o Goiás foi terceiro colocado, apesar da desconfiança da torcida.

“Vamos tentar resgatar a tradição do clube, que viveu um momento difícil no ano passado, com a briga contra o rebaixamento. Esse ano estava até bem, mas tropeçou pesado, até porque a eliminação para o Corinthians era algo que ninguém estava prevendo. A torcida está aborrecida, mas vamos resgatar essa tradição”, afirmou o treinador, na véspera de sua apresentação.

Técnico: Vadão

Djalma Vassão/Gazeta PressNOME: Oswaldo Fumeiro Alvarez
NASCIMENTO: 21/08/1956, em Monte Azul (SP)

CLUBES: Mogi Mirim (1990-1994), XV de Piracicaba (1995-1996), Guarani-SP (1996-1997), Mogi Mirim (1997), Guarani-SP (1998), Matonense (1999), Atlético-PR (1999-2000), Corinthians (2000), São Paulo (2001-2002), Ponte Preta (2002-2003), Atlético-PR (2003), Bahia-BA (2004), Ponte Preta (2005), Tokyo Verdy (2005), Ponte Preta (2005-2006), Atlético-PR (2006-2007) e Vitória-BA (2007).

TÍTULOS: Campeonato Paulista da Série A-2 (1993), Campeonato Brasileiro da Série C (1995), Campeonato Paranaense (2000) e Torneio Rio-São Paulo (2001)

 

Destaque: Paulo Baier

Marcelo Ferrelli/Gazeta PressNOME: Paulo César Baier
NASCIMENTO: 25/10/1974, em Ijuí (RS)
ALTURA: 1,84m
PESO: 78kg

CLUBES: São Luiz-RS (1995-1997), Criciúma (1997-1998), Atlético-MG (1998), Botafogo (1999), Vasco (1999), América-MG (2000-2001), Pelotas-RS (2002), Criciúma (2002-2003), Goiás (2004-2005), Palmeiras (2006-2007) e Goiás (2007).

TÍTULOS: Campeonato Catarinense (1998), Campeonato Brasileiro da Série B

Paulo Baier iniciou sua carreira ainda nas categorias de base do São Luiz-RS, clube do qual saiu para ter uma oportunidade no Criciúma. Com boas atuações, acabou deixando o Tigre para passar, sem destaque, por alguns grandes do cenário nacional, como Atlético-MG, Botafogo e Vasco, antes de ir para o Américo-MG.

De volta ao futebol do Rio Grande do Sul, Baier acabou novamente no Criciúma, onde retomou o bom futebol que levou a equipe de volta à elite do futebol nacional, em 2002 e impulsionou sua ida ao Goiás. Baier foi, então, para o Palmeiras, onde manteve boas atuações mas, reclamando de atrasos de salário, rescindiu seu contrato e voltou para o esmeraldino.

É, desde então, um dos principais jogadores da equipe. Considerado líder dentro de campo e ídolo pela torcida, foi o artilheiro da equipe em 2007, com 13 gols, embora continue marcado pela perda de três pênaltis essenciais para a permanência da equipe na série A: um contra o Corinthians e dois frente ao Internacional, na última rodada do nacional. Apesar das falhas, o Alviverde do Cerrado permaneceu na elite.


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