De técnico novo, Goiás tenta recuperar auto-estima no Brasileirão Por Danilo Vital, especial para a GE.Net
Com o início do Campeonato Brasileiro, é inevitável
que o torcedor do Goiás ainda sinta calafrios,
ao lembrar da campanha da equipe no último ano.
No final de 2007, o esmeraldino travou uma dura batalha
contra o Corinthians para não voltar à Série
B do nacional e, com a 16ª colocação,
escapou por apenas um ponto. Este ano, a missão
do clube é apagar o retrospecto e recuperar a
auto-estima na competição.
Com a saída de Caio Júnior, que substituirá Joel
Santana no Flamengo, o novo treinador anunciado pela
diretoria a poucos dias do início da competição é Oswaldo
Alvarez, que já chega com essa difícil
missão de reerguer o Goiás no cenário
nacional. No entanto, as semelhanças entre a situação
no início do início do Brasileirão
do último ano e as atuais são alarmantes.
Em 2007, Paulo Bonamigo assumia, a poucos dias do início
do nacional, o comando de um Goiás abatido pela
perda do título goiano e, até o primeiro
turno, chegou a empolgar, mas ele acabou demitido, depois
de uma queda de rendimento. O desafio de Vadão,
que assume a equipe na mesma condição,
derrotada no Goiano e na Copa do Brasil, é não
repetir o fiasco.
Por outro lado, Oswaldo Alvarez terá em suas
mãos uma equipe com a base sólida, que
conquistou 68% dos pontos disputados até agora.
Sem grandes reforços, conta com a experiência
e liderança de jogadores como o capitão
Paulo Baier e o goleiro Harlei, jogador que mais atuou
na história do clube, com 234 jogos. Isso aliado à juventude
de atletas como Alex Terra, Evandro e Amaral.
Outro pontos forte do elenco é a constância
da equipe, que permaneceu 11 rodadas seguidas sem ser
derrotada e o ataque, o mais positivo do Estadual, com
54 gols em 24 jogos. Neste quesito, o destaque fica para
a dupla Schwenk e Alex Dias, auxiliados por Alex Terra,
Evandro e o veterano Paulo Baier.
Desde que voltou para a Série A, em 2000, a última
edição do Brasileirão foi a primeira
em que o esmeraldino terminou em posição
de risco na tabela, algo que deve ser evitado pelo técnico
Oswaldo Alvarez. A melhor lembrança do clube no
nacional foi em 2005, quando o Goiás foi terceiro
colocado, apesar da desconfiança da torcida.
“Vamos tentar resgatar a tradição
do clube, que viveu um momento difícil no ano
passado, com a briga contra o rebaixamento. Esse ano
estava até bem, mas tropeçou pesado, até porque
a eliminação para o Corinthians era algo
que ninguém estava prevendo. A torcida está aborrecida,
mas vamos resgatar essa tradição”,
afirmou o treinador, na véspera de sua apresentação.
Técnico:
Vadão
NOME:
Oswaldo Fumeiro Alvarez NASCIMENTO: 21/08/1956, em Monte
Azul (SP)
CLUBES: Mogi Mirim (1990-1994), XV de Piracicaba
(1995-1996), Guarani-SP (1996-1997), Mogi Mirim (1997),
Guarani-SP (1998), Matonense (1999), Atlético-PR
(1999-2000), Corinthians (2000), São Paulo (2001-2002),
Ponte Preta (2002-2003), Atlético-PR (2003),
Bahia-BA (2004), Ponte Preta (2005), Tokyo Verdy (2005),
Ponte Preta (2005-2006), Atlético-PR (2006-2007)
e Vitória-BA (2007).
TÍTULOS: Campeonato Paulista da Série
A-2 (1993), Campeonato Brasileiro da Série C
(1995), Campeonato Paranaense (2000) e Torneio Rio-São
Paulo (2001)
Destaque: Paulo Baier
NOME: Paulo César Baier NASCIMENTO: 25/10/1974,
em Ijuí (RS) ALTURA: 1,84m PESO: 78kg
TÍTULOS: Campeonato Catarinense (1998), Campeonato
Brasileiro da Série B
Paulo Baier iniciou sua carreira ainda nas categorias
de base do São Luiz-RS, clube do qual saiu
para ter uma oportunidade no Criciúma. Com
boas atuações, acabou deixando o Tigre
para passar, sem destaque, por alguns grandes do
cenário nacional, como Atlético-MG,
Botafogo e Vasco, antes de ir para o Américo-MG.
De volta ao futebol do Rio Grande do Sul, Baier
acabou novamente no Criciúma, onde retomou
o bom futebol que levou a equipe de volta à elite
do futebol nacional, em 2002 e impulsionou sua ida
ao Goiás. Baier foi, então, para o
Palmeiras, onde manteve boas atuações
mas, reclamando de atrasos de salário, rescindiu
seu contrato e voltou para o esmeraldino.
É, desde então, um dos principais
jogadores da equipe. Considerado líder dentro
de campo e ídolo pela torcida, foi o artilheiro
da equipe em 2007, com 13 gols, embora continue marcado
pela perda de três pênaltis essenciais
para a permanência da equipe na série
A: um contra o Corinthians e dois frente ao Internacional,
na última rodada do nacional. Apesar das falhas,
o Alviverde do Cerrado permaneceu na elite.